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Esquizofrenia
Adriana Zilio Psicóloga
A esquizofrenia é uma doença crônica grave que se manifesta pela primeira vez normalmente entre os 20 e 29 anos e se caracteriza pela desorganização de diversos processos mentais, desencadeando um quadro típico de sintomas, que são mais intensos durante os chamados surtos esquizofrênicos.
Os sintomas são numerosos, variando de pessoa para pessoa e também de acordo com o estágio da doença. Entre os principais sintomas estão alucinações, principalmente auditivas (a pessoa garante ouvir vozes, que dão ordens ou fazem acusações); delírios-crença (idéias falsas em que o esquizofrênico acredita totalmente, por exemplo, como a de estar sendo perseguido por agentes secretos, vigiado por câmeras ocultas ou a de ter o telefone grampeado pela polícia); afetividade alterada (a expressão afetiva torna-se enfraquecida e infantil); alterações de pensamento (o indivíduo perde o fio do pensamento lógico, o que o leva a dizer coisas desconexas); falta de motivação; dificuldade de concentrar-se; autismo (a pessoa passa a viver num mundo imaginário e fica ?desligada?) e sintomas motores (os movimentos corporais tornam-se lentos e o doente pode permanecer por longos períodos em posturas incomuns, sem andar ou falar).
As causas continuam pouco conhecidas. Além da influência de aspectos genéticos, acredita-se que fatores ambientais que agridam o feto no período do neurodesenvolvimento, na gestação ou no nascimento ? infecção materna, sangramento ou alguma complicação no trabalho de parto, por exemplo ? também contribuam para a manifestação da doença. Algo sobre o que todos os trabalhos concordam é que a esquizofrenia decorre de algum problema no sistema nervoso central durante o período do neurodesenvolvimento ? que vai da fase intra-uterina aos primeiros meses de pós-parto. Essa alteração deixaria o sistema nervoso predisposto a um desequilíbrio bioquímico e também incluiria a hipótese de uma lesão.
Não se pode falar em cura para a doença. O que se consegue é um controle ou a chamada remissão (diminuição da intensidade) dos sintomas. Mesmo depois do tratamento, a maioria dos pacientes ? entre 70% e 80% - permanece com quadro residual de sintomas.
Adriana Zilio Psicóloga CRP 12/03086
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