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A DERROTA DO ‘MESSIAS’!

Professor Mestre Ciro José Toaldo

Seria difícil em tempos de farta informação, imaginar alguém não saber a respeito do título deste artigo! Antes de entrar em detalhes deste ocorrido e tentar imaginar as consequências políticas desta derrota, mencionarei o nome de três Messias que são conhecidos, dois em termos de Brasil, outro em relação a História Geral.

O primeiro diz respeito ao Messias relacionado com a bíblia, o ungido de Deus que no cristianismo é Jesus Cristo. Obviamente que este artigo não se refere à Jesus como derrotado, uma vez que se tornou o grande vitorioso ao demonstrar a superioridade da vida sobre a morte.

Um segundo Messias, relaciona-se ao nome do ex-presidente da República do Brasil, chamado de Jair Messias Bolsonaro. Nome aglutinador de milhões de seguidores, tornando a maior expressão da direita brasileira, e de quem deriva a denominação de ‘bolsonarismo’. Não traçarei paralelo deste ex-presidente com o terceiro nome de Messias que será mencionado, pois o foco do artigo seria perdido! 

O terceiro Messias, ficou muito conhecido com a divulgação de um telefonema da ex-presidente Dilma Rousseff, gravado em 16 de março de 2016, ao ligar para Lula dizendo que está enviando "[...] o Bessias junto com um papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse". A pronúncia característica de Dilma transformou "Messias" em "Bessias" essa ligação foi divulgada por Sérgio Moro, na época da Lava Jato.

Enfim, será deste Messias ou ‘Bessias’ que nos reportaremos a respeito de sua derrota que ocorreu em 29 de abril de 2026, quando o Senado Federal rejeitou a indicação para a vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) de Jorge Messias, marcando uma derrota histórica para o atual desgoverno. Foram 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. Essa foi a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou um indicado ao STF.

A pressão da população, mediante inúmeras manifestações em desagravo aos Senadores e Ministros do STF, começa a demonstrar uma nova postura destes parlamentares. Afinal, em outubro, das 81 vagas para o Senado, 54 serão renovadas.  Obviamente que tratando-se de poder relacionado com a questão política, existe um jogo imenso de interesse dos grandes partidos, sejam eles do Centrão e da oposição. Sem dizer que naquela Casa de Leis, onde se encontra o maior poder da República, as articulações nos bastidores envolvendo o atual presidente, Davi Alcolumbre, teve ter sido gigantesca.

Algo é certo, o Jorge Messias que é o atual Advogado-Geral da União (AGU) foi derrotado, mesmo passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Fato que demonstra uma grande derrota de Lula que passa é ter que enfrentar um enfraquecimento de sua base de governo no Congresso Nacional.

Esse acontecimento de 29/04, demonstra nem tudo estar perdido, pois os poderes da República precisam ter autonomia, uma vez que estávamos presenciando uma espécie de compadrio, ou seja, a subserviência do Poder Legislativo ao Poder Executivo Federal.

Outra questão importante: os Senadores precisam continuar firmes na prerrogativa em que a vaga do STF deverá ser ocupada somente com a indicação do novo presidente da República, eleito em outubro de 2026, e que tomará posse em 05/01/27.

Essa vaga poderá desmantelar toda uma articulação que os brasileiros estão presenciando frente as decisões do STF, tendo a prerrogativa de beneficiar os apoiadores do atual desgoverno, assim, novamente lembramos a frase: ‘aos amigos, tudo; aos inimigos, a força da lei’. Essa forma perversa de aplicar a justiça (injustiça), favorece aos aliados, estimula a impunidade, enquanto vai utilizar o rigor e as premissas de lei para perseguir ou punir adversários, como feito no caso do ‘oito de janeiro’.

Assim sendo, a derrota do Messias ou ‘Bessias’ vai nos animando a não perder a vontade de acreditar na democracia, percebendo quem são os políticos desejosos na melhoria do Brasil e não se atrelam aos favores e interesses de qualquer grupo. Afinal, votaremos em dois senadores, um deputado federal, um deputado estadual, governador e presidente.

Até o próximo!

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