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Júri condena mulher a 20 anos de prisão por matar o marido e ocultar corpo em freezer

Público enfrentou filas para acompanhar sessão nos dois dias de julgamento

29 Agosto 2025 | 20h56min


O Tribunal do Júri da comarca de Capinzal condenou nesta sexta-feira, 29 de agosto, uma mulher a 20 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, com cumprimento imediato da pena, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

O caso, ocorrido em novembro de 2022 em Lacerdópolis, ganhou grande repercussão pela gravidade dos fatos e pelas circunstâncias da ocultação do corpo da vítima, que foi escondida dentro de um freezer.

A sessão teve início às 9h de quinta-feira (28) e se estendeu até 22h30min, quando foi suspensa. Os trabalhos recomeçaram às 8h30min de sexta (29), em um dos júris mais longos já registrados na região, totalizando mais de 25 horas de julgamento. A sentença foi lida pela juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves por volta das 20h45min de sexta-feira.

Desde cedo, nos dois dias, dezenas de pessoas aguardavam em fila diante da Câmara de Vereadores, local do julgamento. Familiares da vítima e da acusada, além de membros da comunidade, acompanharam todo o processo.

Devido à grande movimentação, houve reforço na segurança, tanto no entorno da Câmara quanto dentro do plenário.

Foram arroladas 12 testemunhas, mas apenas 10 compareceram. O interrogatório da ré começou na noite do primeiro dia, sendo interrompido após ela passar mal e ser atendida pelo Corpo de Bombeiros. Ela retornou ao plenário no dia seguinte.

Os debates entre acusação e defesa ocorreram à tarde, cada lado utilizando integralmente o tempo de 1h30, com réplica e tréplica. O Ministério Público levou ao plenário o freezer usado para ocultar o corpo, exibido diante do júri popular.

Os sete jurados (quatro mulheres e três homens) votaram secretamente e reconheceram a materialidade do crime e as qualificadoras de asfixia, recurso que impossibilitou defesa da vítima, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

A pena foi fixada em 20 anos e 24 dias de reclusão. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

Relembre o caso

De acordo com os autos, a ré matou o marido após induzi-lo ao sono com medicamento, amarrou-lhe pés, pernas e braços com cordas e o asfixiou com uma sacola, impossibilitando qualquer reação. Em seguida, ocultou o corpo em um freezer horizontal na residência do casal.

No dia seguinte, ela registrou falsamente o desaparecimento do companheiro, mobilizando vizinhos, amigos e forças de segurança em buscas que duraram cinco dias, até a localização do corpo.

Imagens: Fabrício Severino/TJSC
Conteúdo: NCI/Assessoria de Imprensa

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