Professor Me. Ciro José Toaldo
Meus amigos, vou deixar aqui uma reflexão/desabafo.
Hoje, fazendo as contas dos descontos no meu holerite, cheguei a um número absurdo: 36%. Ou seja, a cada mil reais recebidos, antes mesmo de qualquer gasto pessoal, R$ 360,00 são destinados aos cofres públicos.
Um absurdo!
Do Estado, esperamos saúde, educação, estradas, lazer e qualidade de vida, mas, para ter acesso a tudo isso, precisamos pagar pesados impostos.
Sempre trabalhei a vida inteira e, ao longo de mais de 40 anos de trabalho e dedicação, conquistei aquilo que tenho com muito esforço. Nos últimos anos, porém, vejo pessoas que assumiram o comando do Estado fazendo valer uma politicagem de governo que, na minha visão, é fomentada pelo alimento e pela disseminação da miséria de um povo.
E tudo isso é feito à custa daquilo que conquistei com tanto trabalho e dedicação.
É humilhante e nojento!
Como uma nação pode subsistir em meio a uma infame e imunda politicagem?
Quem está no poder desfruta de todas as benesses possíveis e imagináveis, usando e abusando do ato de governar de forma sanguinária para beneficiar seu séquito, cercando-se de privilégios, luxúria e descalabro.
Pobre pátria, onde o miserável que vive em uma casa de sapé, na mais profunda e deplorável condição de existência, sofreu uma verdadeira lavagem cerebral e passou a se orgulhar de receber migalhas. O mais sarcástico de tudo é que ainda passa a endeusar aquele que considera seu algoz.
E, pior ainda, em todo esse cenário, é ver grande parte desse “sistema perverso” defender tal imbecilidade. Setores como a imprensa, artistas e a própria educação, na minha visão, alimentam toda essa barbaridade em nome de ideologias hipócritas de defesa da igualdade, advindas de formas enganadoras de opressão sobre a grande massa.
Enquanto isso, trouxas como este que escreve — e toda a máquina estatal — bancam essa politicagem de hipocrisia, maledicência e insanidade.
O desabafo está incompleto. Quem sabe ainda possa terminá-lo... ou, quem sabe, simplesmente calar-me e deixar de dar atenção a tudo isso.
Quiçá, no domingo, dia 4 de outubro, exista conscientização e uma parcela consciente da população consiga perceber o fosso fétido, horripilante e profundo em que fomos lançados.
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