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Redação do Momento Espírita.
Tanto se fala a respeito da gentileza. Livros são escritos, vídeos são postados.
Quando paramos, em uma dessas tardes de tempo para amar, e trocamos confidências sobre gestos de gentileza que nos alcançaram um dia, refazendo nosso ânimo, descobrimos exemplos extraordinários.
Paulo, um amigo, contou que, recém-saído da Escola Técnica de Indústria Química, foi estagiar na capital pernambucana.
Saindo do Rio de Janeiro, ele e o colega Jair foram procurados pela vizinha para que levassem, em mãos, uma carta a seus parentes.
Nenhum dos dois questionou por que ela não postou a carta, enviando pelos correios. Afinal, eles chegariam numa cidade desconhecida e teriam de procurar o tal endereço para a entrega.
Deliberados a se desincumbirem da tarefa, se apressaram, tão logo chegaram a Recife, a entregar a encomenda.
A surpresa veio exatamente na recepção da correspondência pela família. A carta era uma apresentação dos dois jovens estudantes, acrescida do pedido para que fossem auxiliados da melhor maneira possível.
As portas daquela casa se abriram, de imediato. Eles poderiam ficar hospedados ali, pelo tempo que necessitassem.
Ambos aceitaram e permaneceram naquele lar por muitos meses. Finalizando o estágio, Jair retornou à sua cidade. Paulo somente deixou aquela casa quando se casou, anos mais tarde.
Relata ele que, até hoje, lembrando da gentileza daquela família, se emociona. Uma família que acolheu dois estranhos. E uma vizinha que os recomendou aos seus próprios parentes.
Narrando o fato, ele mesmo nem se recorda que também se dispôs, junto com seu colega, a ser gentil entregando uma correspondência que poderia ter seguido por via postal.
Gentileza verdadeira é assim, espontânea, nem percebida por quem a oferece.
* * *
A gentileza é muito mais do que um simples ato de cortesia. É uma força capaz de catalisar mudanças profundas, tanto em quem a oferece quanto em quem a recebe.
Quando surge, pode até surpreender aquele que é alvo dela. Chega, por vezes, a alterar o rumo de sua vida.
Em um mundo cada vez mais acelerado e muitas vezes frio, um gesto de atenção e empatia se torna um bálsamo para a alma, quebrando barreiras de indiferença.
Pequenas ações, que podem ir de um sorriso sincero, uma palavra de apoio ou a simples escuta atenta até as que auxiliam em profundidade, criam uma onda de positividade que se espalha de forma contínua.
Ela não exige recursos financeiros. Somente riqueza de espírito e a decisão consciente de ter olhos de ver. Olhos de perceber a dificuldade que alguém atravessa e se dispor a auxiliar.
Não importa quem seja. Porque a gentileza não indaga de procedência, de crença religiosa, político-partidária ou qualquer detalhe da vida.
Simplesmente, ao se apresentar, ela estabelece a construção de um ambiente mais harmonioso, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente mais humana e, por consequência, transformadora.
A gentileza não é um ato isolado. É a semente diária que plantamos para colher um futuro mais humano e radiante.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.3.2026
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