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Bolsa Família
Editorial
Chamou-nos a atenção na página on line da Veja (Política & Cia), 20/05/2013, matéria assim intitulada: Informação à ministra Maria do Rosário: nós não estamos (ainda) na Venezuela!
Legenda da foto feita por Wilson Dias / ABr: Maria do Rosário Nunes, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República: a Doutora Ministra deixou-se contaminar por hábitos do regime podre que governa a Venezuela. Coluna do Ricardo Setti.
A presidente Dilma subiu alguns tons em relação ao fato, mas no final das contas teve razão ao classificar, como “desumano e criminoso” o boato sobre a suposta extinção do Bolsa Família que levou a uma correria de gente desesperada a agências da Caixa Econômica Federal.
Boatos são um fator extremamente pernicioso quando causam temor, angústia, ansiedade ou prejuízos de qualquer natureza às pessoas.
Agora, o que dizer sobre autoridades supostamente responsáveis que, sem qualquer base na realidade, sem qualquer informação concreta, sem qualquer parcela da seriedade que exige o cargo que ocupam, se encarregam de divulgar um boato mentiroso sobre o boato?
É o caso da ministra dos Direitos Humanos — justamente dos direitos humanos! –, Maria do Rosário, segundo a qual a origem da correria às agências da Caixa foi causada por uma “central de boatos da oposição”.
Pronto. Resolvida a questão. De forma rápida, e inteiramente leviana — uma vez que a presidente Dilma mandou que a Polícia Federal investigasse a origem do boato –, a ministra Maria do Rosário já decidiu: foi a “central de boatos” da oposição a culpada.
Faltaram, porém, pequenos detalhes na “informação” caluniosa prestada pela ministra por sua conta do Twitter: Que partidos compõem a “central de boatos” da oposição? Quem a opera? Onde ela opera? Como ela opera? Quais as evidências que a ministra possui da simples existência dessa “central”?
Não existem respostas a essas perguntas por uma questão simples: a oposição, que mal consegue exercer seu papel institucional no Congresso Nacional, não dispõe de qualquer central de boatos. Nem os mais hidrófobos adversários dos partidos de oposição, antes da declaração da ministra, afirmaram qualquer coisa nesse sentido.
Culpar a oposição por esse tipo de reação da sociedade é coisa da Venezuela do falecido caudilho Hugo Chávez.
Inventar fantasmas conspiratórios é coisa da Venezuela do títere do falecido caudilho Hugo Chávez, o novo presidente Nicolás Maduro.
A notória admiração que o lulopetismo nutre pelo regime podre que governa a Venezuela, certamente compartilhada pela ministra Maria do Rosário, parece havê-la contaminado com costumes péssimos instituídos pelo chavismo.
Então é necessário refrescar a memória da ministra e informá-la, alto e bom som: Excelentíssima Senhora Doutora Ministra Maria do Rosário, o Brasil não é — e não deixaremos que seja — uma Venezuela, não, senhora.
Entendido?
Sabemos e nos informamos que o Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Concordamos que o governo assegure o direito humano à alimentação adequada, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a erradicação da extrema pobreza e para a conquista da cidadania pela parcela da população mais vulnerável à fome.
É preciso para melhorar a perspectiva de vida do povo, investir e muito em educação, dar qualificação profissional, diminuir a carga tributária para que as indústrias e empresas geradoras de trabalho e renda possam prosperar nos negócios. Também é bom diminuir os impostos exorbitantes sobre os produtos alimentícios e de outros gêneros, pois o preço irreal na compra e venda resulta na corrida para o Paraguai, onde até o combustível é mais em conta do que no país que produz o petróleo: Brasil principalmente.
Navegar é preciso e necessário, mas evoluir é primordial para o bem da coletividade.
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