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Crise do milho
Editorial
A preocupação dos catarinenses com a falta de milho já é sentida nas atividades de avicultura e suinocultura, pois nestas atividades existe um sistema de integração de ração que não pode parar. Autoridades de Santa Catarina pediram intervenção ao Ministério da Fazenda na liberação de recursos para o atendimento dos setores.
Os números da crise e estatísticas de danos causados pela falta de milho e demora na aplicação das medidas apresentadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A situação é dramática e não há oferta de milho no mercado, o preço chega a R$ 40 a saca de 60 quilos e os plantéis de suínos e aves estão sem alimentos. Precisa que a Conab seja autorizada a transportar 200 mil toneladas de milho para Santa Catarina, para não corrermos o risco de sofrermos um apagão de milho.
Outro pedido feito foi a reformatação na Lei 12.619/2012, conhecida como Lei dos motoristas, sendo a prorrogação da vigência da Lei e uma reformulação no conteúdo para adequá-la a realidade vivida pelos caminhoneiros. Entre os assuntos que devem ser revistos na Lei está a construção de pontos de apoio nas rodovias para o descanso dos motoristas. Fonte: http://www.porkworld.com.br
Enquanto falta milho para aqueles que dependem da produção alheia, em vários municípios os pequenos e médios agricultores tem o suficiente em grãos para a subsistência da propriedade rural. Por que disto? É que o pequeno e médio agricultor planta para engordar o gado e os porcos, então consegue manter a atividade e vender a produção para o comércio local, ainda existe uma sobra para alimentar aves e outros animais. Essa é uma criatividade que o agricultor desenvolveu ao longo do tempo, então demonstra uma superação e eficiência em superar certa crise. Dizem que não existe um desabastecimento, e sim, se torna caro o transporte do milho e chega inviável o preço no destino final, portanto, falha o país em garantir um estoque regular e preço condizente a todos os produtores, portanto, os Estados Unidos aproveita o milho brasileiro a um custo considerado abaixo da tabela.
Um país que se diz o celeiro mundo não pode faltar ferrovias, também não é aceitável a carga tributária encarecer tudo o que poderia estar custando bem mais em conta.
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