Editorial
Falsidade X Lealdade
Achamos que num pleito eleitoral devemos levar em conta a livre democracia, aquela em que o povo possa dar o voto para quem achar que mereça sua confiança, respeitando sua vontade própria. O eleitor também deve analisar o candidato antes de votar, vendo nele qualidade de realizar um bom mandato, mas caso vender o seu voto, estará indo contra o seu direito adquirido, o de votar sem interesse material, e sim, pensando no bem do Município e da comunidade como um todo.
Se o eleito sabe ou não sabe votar, isto não nos compete tirar considerações, o que queremos mesmo é que os eleitos por uma sigla ou coligação partidária ao assumirem o mandato passem a trabalhar para todos e não direcionem benefícios quase exclusivamente aos considerados companheiros.
O verdadeiro homem público, os eleitos pelo voto popular, estes sim procuram atender os anseios do povo em geral, seja ele municipal, estadual e nacionalmente, pois sabem que um cargo eletivo é passageiro e os eleitores permanecem votando, enquanto os companheiros não passam de chupins.
Levando em conta o título deste editorial, quando a coisa aperta num pleito eleitoral e o candidato realmente precisa de ajuda, poucos aparecem para ajudar. Infelizmente, quem é fiel na balança não tem o devido reconhecimento, enquanto os que torcem pela desgraça do citado, assim que for absolvido e passa a exercer o cargo eletivo, de imediato todos trabalham e torcem que as coisas dêem certo.
Lealdade é uma virtude de poucos, da mesma forma que podemos contar numa única mão quantos amigos temos de verdade, podendo sobrar dedos devido a vida girar em torno de bens materiais e do tirar proveito de situações, por influência política-partidária e através do dinheiro fácil.
Confiamos na justiça do homem, homens aqueles que não se deixam levar pelos poderosos. Temos a convicção de que se a justiça do homem falha, a providência divina poderá até demorar, mas não comete erros premeditados. Por isto, seja forte, leal, perseverante, pois o sofrimento não é eterno e nem sempre o dia é do caçador, numa desta a caça sairá em alta.
Justiça sim, injustiça jamais, levando em conta que o problema social no país não é racial, e sim econômico, o de falta de dinheiro no bolso do cidadão com muito mais obrigações do que direitos.
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