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Feira desagrada uns e satisfaz muito mais
Editorial
A melhor maneira de esclarecer dúvidas é buscar o que ocorreu no passado, portanto, na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Capinzal, terça-feira, 28 de Maio de 2013, foram convocados para usar a Tribuna Popular o então secretário de Administração e Finanças da Prefeitura e a então secretária da Saúde e Desenvolvimento Social, os quais prestaram esclarecimentos referentes aos Vendedores Ambulantes (parte tributária e de vigilância). Os vendedores ambulantes estão amparados também na Legislação Municipal, caso se pretenda impedir essa prática, deve-se mudar a Lei em vigor (audiências públicas e plebiscito).
No final do ano 2013, entidades representativas se manifestaram em nome do povo não aceitando o aumento de cadeiras na Câmara de Vereadores, passando de nove para 11 parlamentares, justificando maior desembolso dos cofres públicos, alegando que o Município não precisa de mais edis, e sim, de mais saúde, educação e outros.
Como as entidades foram contra o aumento de cadeiras no Legislativo, justificando ser a vontade do povo, espera-se também bom senso quanto à permissão para a realização de feiras a exemplo do que ocorreu na última semana, pois, tanto os munícipes locais, quanto dos municípios coirmãos compareceram em grande número às compras, mesmo estando no período fora de pagamento. Se a vontade é do povo, que a mesma prevaleça, desde que seja dentro da medida do possível, do aceitável e do tolerável. Numas questões se leva em conta a vontade popular e nas outras não, porém, é preciso ver o benefício coletivo e jamais isolado.
Quem expediu o alvará de licença do ponto de funcionamento do comércio ambulante e eventual, fez certo, pois, está amparado na legislação vigente, portanto, não justifica a cassação do documento.
Quanto ao mandado de segurança concedido, tinha um nome de empresa, mas, quem liderava a atividade era outra, podendo muitos comerciantes estar irregular, agindo na informalidade, consequentemente, por estarem de posse da medida liminar pleiteada em seu favor, a feira foi realizada.
No tocante público consumidor, esse compareceu em grande número, pois, tudo que queria era preços baixos, independente de marca ou de empresa que estava comercializando os produtos, já que a sociedade capinzalense e de vários municípios da microrregião é formada por operários.
Quanto ao comércio local, está com lojas bem montadas, gerando trabalho e renda, inclusive, paga impostos para poder explorar a atividade. Sabemos que esse feirão tirou muita venda de vários comerciantes, porém, jamais um consumidor conseguiria comprar tanto com pouco dinheiro. Se teve desvantagem de um lado, de outro resultou em certo ganho, principalmente, para a classe menos favorecida financeiramente.
Nós, por exemplo, sofremos e continuamos tendo concorrência desleal, mas, mesmo assim, fizemos a diferença no comércio local e nas cidades pólos da região, pois, buscamos alternativas e estamos proporcionando prestação de serviços com retorno na certa aos que acreditam e valorizam nossa luta.
Não comercializamos publicidade com os feirantes, e sim, quem comercializou foi o meio de comunicação falada, porém, este Semanário resolveu ir à busca da informação se existia ou não formalidade para a realização do evento, mesmo, assim, apesar de que temos áudio (sonora) do entrevistado, fomos mal interpretados por uma das partes envolvidas e interessadas na questão, e que se diga, investem em propaganda nos meios de comunicações que anunciaram as vendas, depois, nós é que somos os errados e equivocados.
Há 25 anos estamos prestando serviços em nível regional e jamais para convidar ou induzir o povo a ir comprar no comércio de fora, prova disto, lá estivemos e não compramos sequer uma “agulha", apesar dos preços e produtos serem convidativos.
Navegar é um bem necessário, mas, evoluir é primordial em todos os sentidos da palavra, até porque, se teve algum erro, esse problema não é causado pela mídia, e sim, pode ser que certas lideranças que vêm dando sorte pro azar. E caso for feita uma audiência pública para mudar a Legislação Municipal, que não permita realizar feira igual ou semelhante, adivinha qual será o resultado? Não é claro, até porque as pessoas que foram as compras saíram alegres e satisfeitas com o baixo valor, até demais em conta, dirá então se viessem os feirantes do Brás de São Paulo, com venda no atacado, aí sim atrairia clientes dos dois estados do sul país ou mais.
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