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Legal ou ilegal....

Editorial

 Foi ouvido em meio de comunicação falada, em que um médico falou em nome dele e de mais alguns, sendo uma informação do dia 1º de Dezembro, o que deixou a comunidade capinzalense preocupada, pois profissionais da área médica que atuam no posto de saúde de Capinzal confirmaram a paralisação dos serviços, justificando em razão da falta de pagamento de salários, fato que estaria acontecendo desde o mês de agosto. Com isto, os médicos que atuam na urgência e emergência da casa hospitalar ainda não haviam renovado contrato para o próximo ano com o município de Capinzal, sendo que os demais centros estão agilizando esse o procedimento.

Segundo a entrevista (médico), no hospital continuaram atendendo a emergência normalmente os quatro profissionais, sendo que o trabalho dos mesmos ficará ausente nos postos de saúde em certo período até que ocorra a regularização dos pagamentos (honorários), os quais foram feitos integralmente até o mês de Agosto e depois não mais receberam. Com isto, então em reunião decidiram parar até que fossem procurados para ser acertado o débito e em relação ao próximo ano, alega que não foram procurados, sendo que os profissionais tem contrato com a emergência até dia 31 de Dezembro, com a casa hospitalar, informando que a partir de 1º de Janeiro não tem mais contrato, quando falou que provavelmente irão parar de atender na emergência também, devido vencimento da contratação. O médico que concedeu a entrevista, deixou bem claro, que não deixaram de atender no hospital emergência alguma, prestando serviços de sobreaviso, como sempre fazem. O que decidiram é parar de atender o posto de saúde, até que a situação se regularize.

O médico pediu a compreensão da população, pois a partir de Janeiro não são mais autorizados pela Prefeitura a responder pelo atendimento das emergências, por não ter mais contrato.

Também em entrevista para emissora de rádio, o vereador licenciado, secretário de Saúde e Desenvolvimento Social, Kelvis Borges, para ele não foi bem assim como informou o médico, ainda disse sobre o pagamento que é feito para os médicos que atendem no sobreaviso, algo que não acontece com outros municípios.

Conforme Kelvis, o pagamento do mês de Agosto os mesmos receberam faz tempo, referente Setembro foi pago na última segunda-feira, estando em atraso apenas Outubro, sendo que Novembro passou e tem até o dia 10 de Dezembro para empenhar a nota, porém, é um mês em atraso.

Kelvis disse que quem trabalha deve receber, concorda que existe o problema e espera que no início do ano tudo se normalize, sendo que os profissionais sabem que não irão perder nada e que o hospital está em dia com seus haveres com a Prefeitura.

O Secretário ficou chateado e entretecido, pois quem paga com o problema é o cidadão, sendo que assumiu a culpa pelo atraso do pagamento, mas considera injustificável a paralisação do trabalho.

Para Kelvis na renovação de contrato os mesmos médicos fizessem para Capinzal como fazem para outros municípios. “Capinzal paga hoje R$ 10.800,00 para cada um dos quatro médicos só para sobreaviso, não saindo da cidade em 15 dias dois deles e permanecendo dois ou vice-versa, para garantir atendimento, mais a produção. Os outros municípios pagam só a produção, então acabamos pagando a mais para estes profissionais estarem prestando serviços. É fácil falar e cobrar, então que façam a mesma proposta que fazem a outros municípios, quem sabe não estaríamos com esse pequeno atraso. Se não estivéssemos dando essa gratificação, sem questionar o merecimento ou não, não sendo justo Capinzal sempre arcando com a maior parte”, esclareceu Kelvis os valores que fugia do conhecimento de muitos.

Quanto ao contrato é aditivado automaticamente e ajustado valores quando existe certa necessidade, então Kelvis fez uma proposta a eles sem demagogia, para os mesmos trabalharem por Capinzal pela mesma importância que o fazem para os municípios vizinhos, proporcionalmente, sem cobrar R$ 10.800,00 de sobreaviso. “Desafio qualquer advogado que venha e me explique a legalidade desse sobreaviso, destes R$ 43.200,00 que o Município paga a tantos anos, pois duvido que algum gestor do passado tenha criado esse benefício de R$ 10.800,00 para cada profissional por livre e espontânea vontade e pode ter sido pressionado a agir dessa forma. Não é justo Capinzal pagar mais caro, pelo aquilo que não deve, enquanto outros municípios pagam só pela produção”, esclareceu Kelvis.

Kelvis pede que se coloque a mão na consciência, dizendo que o médico porta-voz recebeu até o mês de Setembro do corrente ano R$ 243 mil, dividindo em nove meses dá R$ 27 mil. “Por um mês de atraso, não é motivo para paralização”, lamenta Kelvis. O Secretário prossegue, os quatro médicos juntos receberam R$ 686 mil da Secretaria da Saúde até Setembro do ano em curso. Quer chamar Eu e o Prefeito de feio, mas não deixem a população na mão”, desabafou Kelvis. 

 

Se num pleito eleitoral a polícia investigou e encontrou suposto crime eleitoral, sendo cassado um homem público em pleno exercício do mandato, não é um advogado que deve explicar a situação para o Secretário, e sim, a justiça levantar a questão do profissional ter o maior salário do Município, sem que se saiba qual a lei que foi criada para tanto, inclusive, o valor pago a mais sem ter prestado serviços também devem ser levantados. Justiça seja feita, pois o povo não pode continuar refém de regras e critérios para ser atendido na casa hospitalar e muito menos nos postos de saúde.   

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