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O TEMPO DE FATO

A GRANDE ARTE DE VIVER!

Professor Me. Ciro José Toaldo

Levamos a vida entre os tropeços e acertos do cotidiano. Há dias floridos e outros amargos, que nos obrigam a buscar forças contra o desânimo e as angústias. Viver no século XXI virou uma grande arte. O motivo vai além dos desafios externos: o verdadeiro duelo é interno. Diante disso, viramos exímios artistas para superar os obstáculos diários e vencer nossas próprias batalhas.

Quantas rasteiras, empurrões e decepções enfrentamos ao longo da vida! Contudo, são exatamente essas provações que nos fazem crescer e fortalecem nossos passos. Ao estudar O Céu e o Inferno, uma das obras básicas de Allan Kardec, compreendemos o real valor da religiosidade. Ter fé na espiritualidade superior nos traz a certeza de que nunca estamos sós: há uma falange de espíritos protetores e benfeitores que trabalham ativamente pelo nosso progresso.

Venho de uma família na qual a minha mãe me ensinou a acreditar no Anjo da Guarda, esse protetor fiel nos perigos da existência. Sou profundamente grato por essa educação de berço, que se tornou o meu esteio: uma fonte de coragem, discernimento e luz para que eu jamais recue, mesmo diante daqueles que me maldizem.

Os percalços da vida são constantes, mas a base sólida de uma boa educação familiar nos garante uma conduta íntegra. Ela nos traz o discernimento necessário nos momentos de indecisão, na tentação de desistir ou diante de desafios e provocações, impedindo-nos de perder a razão perante os desafetos.

Talvez o leitor se pergunte que tipo de percalços são esses. A verdade é que cada um traz a sua própria bagagem e, se alguém ainda não cruzou com essas barreiras, o tempo se encarregará de apresentar os atropelos da vida. O grande segredo é nutrir a nobre postura de encarar esses infortúnios de cabeça erguida, sem ceder ao desespero ou a atitudes impensadas.

Olhar para o passado exige coragem. Ao contemplar a educação que recebeu, se você perceber erros ou marcas negativas, não se desespere. Em vez de prender-se às falhas, foque a sua atenção naquelas pessoas iluminadas que deixaram pegadas de amor e marcaram positivamente a sua história.

À vista disso, diante das reviravoltas da existência, precisamos ter a plena consciência de que nenhum bem material nos capacita a enfrentar as adversidades do caminho. O dinheiro ou qualquer outra riqueza externa são incapazes de sustentar o ser humano e dar firmeza aos seus passos. Sem uma base interna e o exercício da espiritualidade, tudo acaba ruindo.

E onde ficam os amigos nesse contexto? Será que eles podem dar auxilio nos momentos difíceis? Na célebre obra O Pequeno Príncipe, do aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, lemos que 'num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo'. De fato, neste deserto mundo materialista, no qual o interesse financeiro muitas vezes dita as regras, o coração humano corre o risco de virar pedra. Diante disso, encontrar amigos verdadeiros e leais tornou-se uma rara e preciosa benção.

Peço desculpas pela franqueza, mas as punhaladas recebidas me levaram ao recolhimento. Diante disso, optei por canalizar minhas forças no apoio a instituições de caridade. Ali, dedicando-me ao próximo, sei que não encontrarei as decepções vindas dos falsos amigos.

Na luta existencial do dia a dia, diante de tantos percalços, a força se faz necessária. Afinal, nem mesmo os santos tiveram uma vida que fosse um 'mar de rosas'. Pelo contrário: todos eles enfrentaram profundos martírios e provações pessoais antes de alcançarem a luz.

Quando vivemos de forma determinada, sem nos preocuparmos com a vida alheia, passamos a ter mais garra e discernimento. Sabendo que as reviravoltas fazem parte do caminho, a nossa vida ganha muito mais luz e aprendizado!


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