37 anos de história: a imprensa pode incomodar, mas não pode se omitir
É inacreditável: são 37 anos de atividades ininterruptas, desde 8 de julho de 1989. Ao chegar o aniversário, enquanto tantos recebem homenagens e reconhecimentos, quem há décadas registra a história, os acontecimentos e as demandas da comunidade acaba ficando de fora.
Mas uma homenagem não muda aquilo que somos e sempre fomos: O TEMPO – Jornal de Fato dá voz e vez ao povo, levando ao conhecimento público pautas de interesse coletivo, registrando conquistas, mas também apontando aquilo que precisa de atenção, manutenção, investimento, benfeitoria ou solução.
E é justamente aí que alguns se incomodam.
A imprensa não cria o problema. A imprensa mostra o problema. E, ao mostrar, dá visibilidade para que ele não seja esquecido, para que a sociedade tome conhecimento e para que os responsáveis possam agir.
Gostando ou não, mostrar aquilo que precisa ser melhorado também é prestar um serviço à comunidade. Fazer vistas grossas e simplesmente consentir pode ser mais confortável, mas não corresponde ao papel de uma imprensa que se pretende independente e comprometida com o interesse coletivo.
Quem informa não é adversário de quem administra. Apontar uma deficiência não significa ser contra alguém; significa registrar uma realidade. A solução, por sua vez, cabe a quem tem competência, responsabilidade e poder para providenciá-la.
O TEMPO já atravessou nove mandatos de prefeitos e legislaturas municipais, além de diferentes mandatos de deputados estaduais e federais, governadores, senadores e presidentes da República. Estamos acompanhando o décimo período. Nesse tempo, muita coisa foi registrada nas páginas deste Semanário — e continuamos fazendo isso.
Porque a imprensa impressa registra, documenta e deixa memória. O tempo passa, os mandatos terminam, as administrações mudam, mas aquilo que foi publicado permanece como registro documental.
Não se trata de A ou B. Não se trata de situação ou oposição. Trata-se de informação, interesse coletivo e responsabilidade jornalística.
Quando existe um problema, o papel da imprensa é dar-lhe visibilidade. Quando existe uma conquista, cabe igualmente registrá-la. Quando existe uma demanda da população, cabe ouvi-la. E quando a resposta não vem, também é legítimo registrar que ela não veio.
Aliás, muitas vezes comunicamos previamente aos responsáveis antes de levar determinado assunto ao conhecimento público, justamente para permitir esclarecimentos e providências. O problema é quando a resposta não chega, demora excessivamente ou simplesmente não acontece.
Podem tentar diminuir o espaço da imprensa, podem não gostar do que é mostrado, podem fazer comentários e críticas. O que não pode ser diminuído é o interesse coletivo.
A verdadeira imprensa não existe para agradar. Existe para informar, registrar, dar visibilidade e contribuir para que aquilo que precisa ser amenizado ou solucionado não passe em branco.
E se uma pauta provoca reflexão, debate e cobrança, ela cumpriu uma de suas funções.
O TEMPO continuará registrando. Gostem ou não. Porque o que é primordial para a comunidade não pode ser escondido pelo silêncio.
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