Como o desgaste econômico e as urnas de 2026 desenham a busca por mudanças no Brasil. Professor Me. Ciro José Toaldo
Apesar de todo o barulho feito por setores da sociedade — como militantes universitários, artistas amplamente favorecidos pela Lei Rouanet e partidários convictos —, a maioria do povo brasileiro já cansou do modelo petista de governar, que acumulou promessas, mas entregou miséria e desordem.
A mensagem das urnas foi clara: o país não quer o retrocesso. A eleição de uma maioria conservadora e de direita para o Congresso Nacional a partir de 2027 reflete esse sentimento de mudança.
Escrevo isso com a propriedade de quem esteve do outro lado. Na minha juventude, o atual presidente chegou a ser um dos meus ídolos. Levado pelo entusiasmo da militância, ajudei a fundar o PT em Capinzal (SC), enfrentando debates duros com meu próprio pai (in memoriam) e confrontando a maior empresa da região. Essa escolha me custou caro e me obrigou a deixar minha terra natal para recomeçar em outro lugar — o que hoje vejo como uma bênção, pois prosperei longe dali. Foi no exercício de cargos públicos e políticos que abri os olhos para a real natureza desse partido. Cansei da ilusão há muito tempo e, hoje, me declaro abertamente antipetista.
Às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro, o país se prepara para escolher governadores em diversos estados e o Presidente da República. Diante do crescente sentimento de mudança e do antipetismo, o cenário para a reeleição do atual governo parece ruir.
Curiosamente, militantes de esquerda que sempre se colocaram como combatentes das fake news (notícias falsas) recorrem agora à desinformação para tentar amedrontar a população e desestimular o voto no candidato de oposição.
Essa conduta evidencia o desespero de um partido que já não tem realizações para mostrar. O cidadão cansou de promessas vazias e do impacto real no bolso: ao ir ao supermercado, depara-se com o fenômeno da reduflação — embalagens menores e preços cada vez mais altos —, reflexo de um cenário econômico fragilizado em diversos setores.
É visível como o desespero tem levado setores da esquerda a perderem até o senso mínimo de civilidade. Recentemente, publiquei nas redes uma reflexão: ‘em vários lugares do mundo, estudantes vão às ruas para derrubar ditaduras; já no Brasil, vemos movimentos estudantis marchando para defender governos autoritários e figuras envolvidas em escândalos’. Embora tenha recebido críticas, a reação positiva foi massiva, com muitos relatos corroborando o estado de decadência de diversas universidades públicas brasileiras.
Espero que esta onda de indignação e rejeição ao modelo petista finalmente liberte o Brasil de um grupo que aparelha o Estado para benefício próprio. Trata-se de uma gestão que perpetua a miséria e a dependência por meio de assistencialismo barato, custeado pelo esforço do trabalhador que produz, paga impostos altos e assiste a uma máquina pública desgovernada empurrar o país rumo ao colapso.
A perspectiva de mudança no governo já começa a alterar a visão dos investidores, renovando as expectativas de que o país possa recuperar o superávit econômico e superar o cenário atual de déficits sucessivos.
Em uma democracia legítima, a palavra final cabe à maioria dos cidadãos. Livre de qualquer interferência no processo eleitoral, a vontade popular tem a força necessária para consolidar este sentimento de mudança e renovação.
Participe e faça a sua voz ser ouvida nas urnas neste dia 25 de outubro.
Muda, Brasil!
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