logo RCN
O TEMPO jornal de fato

ENFIM, OUTONO

                                                                                                                                               Por Luiz Carlos Amorim - Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, completando 45 anos de trajetória em 2025, editor das revistas SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA e ESCRITORES DO BRASIL, Cadeira 19 na Academia Sulbrasileira de Letras e cadeira 19 da Academia Desterrense de Literatura.

https://luizcarlosamorim.blogspot.com/

Lendo um jornal de classificados, outro dia, porque precisava pesquisar algumas coisas, surpreendi-me com o que achei nele: um poema de Quintana. Não é normal encontrarmos poesia em jornal nenhum, quanto mais de classificados. E,mais importante, o poema é de Quintana.

E encontrar um poema já é bom. Encontrar um poema de Quintana, então... Trata-se de Canção de Outono: “O outono toca realejo / No pátio da minha vida. / Velha canção, sempre a mesma, / Sob a vidraça descida... // Tristeza? Encanto? Desejo? / Como é possível sabê-lo? / Um gozo incerto e dorido / De carícia a contrapelo... “ (...)

Ah, Quintana, meu querido Quintana... Só você, para definir o outono, ainda que eu sinta uma certa melancolia nesses versos. Mas outono é isso mesmo, é transição, é a estação da indefinição ou da espera da definição que se dará logo adiante. O outono é a antessala do inverno, é quando a gente vai se preparando para o frio que vai chegar.

O outono tem dias cinzentos, outros nem tanto. E este ano, novamente, o verão adentrou a nova estação e só tivemos o gostinho do outono semanas depois de ele ter começado. Muito quente. 

No final da estação, algumas folhas começam a cair, mas também é quando as flores do jacatirão começam a desabrochar, abrindo brancas e tomando cor a medida que vão se abrindo.

“O outono toca realejo no pátio da minha vida”. Sim, há música no outono, também. Os passarinhos vêm cantar no meu telhado, no meu jardim, na minha janela. “Tristeza, encanto?” Eu diria encanto, poeta. Uma carícia, sim, um encanto. Como o seu poema.

                                       

Luiz Carlos Amorim

Fundador e presidente do Grupo Literário A Ilha em SC, com 46 anos de atividades e editor das Edições A Ilha, que publicam a revista Suplemento Literário A Ilha, a revista ESCRITORES DO BRASIL e mais de 100 livros editados. Eleito Personalidade Literária pela Academia Catarinense de Letras e Artes. Ocupante da cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras e também cadeira 19 da Academia Desterrense de Literatura. Editor do portal Prosa, Poesia & Cia. Mantenedor do portal PROSA POESIA E CIA: Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br  e autor de 35 livros de crônicas, contos, poemas, infanto-juvenil, história da literatura, três deles publicados no exterior.  Blog:  

https://luizcarlosamorim.blogspot.com/


O TEMPO jornal de fato desde 1989: 

https://chat.whatsapp.com/IENksRuv8qeLrmSgDRT5lQ

https://www.facebook.com/aldo.azevedo.5/

https://www.facebook.com/otempojornaldefato/

O Tempo de fato (@otempojornalfato) - Instagram

https://www.youtube.com/@otempojornaldefato

À E AO JORNALISTA, NO SEU DIA Anterior

À E AO JORNALISTA, NO SEU DIA

Gaslighting Próximo

Gaslighting

Deixe seu comentário