Em março a Usina Machadinho repassou R$ 3,7 milhões a título de compensação financeira |
Prof. Evandro Ricardo Guindani Universidade Federal do Pampa - Bagé - RS
Esses dias entrei em um restaurante e me deparei com um grupo de pessoas ao redor de um casal fazendo uma oração. Sentei ao lado para aguardar meu lanche e ouvi algumas palavras de um jovem que estava de pé de olhos fechados com as mãos sobre esse casal sentado, e o mesmo dizia: “Em nome de Deus, eu te abençoo, etc, etc....”
Entendi que ele seria uma liderança religiosa, inclusive fora do ritual padrão, pois estava de traje esporte, com short e camiseta, fugindo aos trajes de um padre ou pastor...
Pensei comigo, como ele se convence de que é mediador de uma divindade? A pessoa se convence, faz os outros acreditarem e segue falando em nome de um ´deus` que só tem lugar na imaginação das pessoas. Deus é um dos conceitos mais abstratos que existe, ele apenas se torna ilusoriamente compreendido a partir de um grupo que compartilha a mesma crença.
A crença é compartilhada a partir de um relato ou texto sagrado. O Cristianismo, por exemplo, se solidifica como uma religião onde as pessoas se baseiam na Bíblia, e ainda com diferentes versões de textos e traduções. No antigo Israel, um pequeno grupo de judeus compartilhava a crença em torno da Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. Posteriormente, outros livros são acrescentados, o que origina a atual versão da Bíblia, seguida por cristãos, os quais ainda se dividem entre católicos e protestantes, e que se subdividem em inúmeros outros grupos e igrejas. Se fosse verdade divina o que estivesse na Bíblia, porque então, surgem novas igrejas a cada dia? Justamente pelo fato de que as pessoas acreditam naquilo que lhe convêm e que interpretam. E assim os grupos começam a se dividir por conta de divergências nas crenças. Cada grupo vai acreditando que está com a crença verdadeira, numa tamanha paranóia e absurdo total. Com base em frases soltas da Bíblia, divergem e fisgam um grupinho de seguidores que acreditam estar com a verdade. Dependendo do poder financeiro e político, esses grupos até crescem e conseguem ter milhões de adeptos pelo mundo, como foi o caso do cristianismo, onde o Império Romano adotou como religião oficial e dominou o mundo com o uso da religião. Se não houvesse essa “ajudinha” do grande Império, os cristãos não passariam de uma pequena seita dissidentes dos judeus, no oriente.
A crença religiosa é um poderoso instrumento para induzir pessoas a se comportarem de determinadas formas, inclusive no meio empresarial, muitas lideranças estão se utilizando disso para alcançar objetivos econômicos e financeiros. E a lógica é a mesma sempre, desde a pré-história da humanidade, um grupo começa acreditar na mesma crença, se comportar da mesma forma, ilusioriamente acreditando que está agindo em nome de um “deus” todo poderoso. Alienação, submissão, passividade, servindo a interesses privados.
Bem vindo à sociedade humana, com pessoas repetindo padrões, achando que estão sendo inovadoras!
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