CAPINZAL: REUNIÃO COM MORADORES DISCUTE PAVIMENTAÇÃO NO LOTEAMENTO SÃO ROQUE |
por Antonio Carlos “Bolinha” Pereira
• Início: A construção do Hospital Santa Terezinha teve início em 21 de outubro de 1946, sob a presidência de Oscar Rodrigues da Nova;
• Conclusão: Após várias paralisações por falta de recursos, a obra foi retomada em 1955 por Frei Edgar Löers e concluída dois anos depois;
• Funcionamento: O hospital foi inaugurado oficialmente em 10 de fevereiro de 1957, com os atendimentos definitivos iniciando em 12 de fevereiro de 1957;
• Gestão Universitária: Em 1º de dezembro de 2002, ao receber oficialmente sua administração e integrar o serviço de saúde à formação prática dos estudantes de medicina a Funoesc assumiu a gestão do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST).
Neste dia 21 de outubro comemoramos os 80 anos da fundação do HUST pela sua atuação na comunidade, realizada no Santuário Catedral Santa Teresinha, reuniu grande número de pessoas. Cada um que passou pelo nosso hospital deixou um pouco da sua história e também levou consigo um gesto de atenção, uma palavra de conforto, uma mão estendida ou a esperança renovada. Permita Santa Teresinha que sempre tenhamos pessoas capazes de sonhar, coragem para inovar, sabedoria para administrar e generosidade para servir.
Dom Frei Mário Marquez, Bispo da Diocese de Joaçaba, presidiu a celebração da Santa Missa e assim se expressou: “Neste jubileu, elevemos a Deus nossa ação de graças pelos 80 anos do Hospital Universitário Santa Terezinha. Que Nossa Senhora, Mãe da Vida e Consoladora dos que sofrem, acompanhe todos os que procuram neste hospital alívio para suas dores e renovação de suas esperanças.”
E prosseguiu: “Celebramos uma história de fé, coragem, dedicação e compromisso com a vida, agradecendo a Deus por tantas pessoas que, ao longo dessas oito décadas, fizeram do cuidado com os enfermos uma expressão concreta do amor cristão ao próximo.
Olhamos o passado com gratidão, o presente com responsabilidade e o futuro com esperança ao fazer um especial reconhecimento à figura de Frei Edgar, o sacerdote alemão que transformou e modernizou Joaçaba, um visionário a serviço da vida, que soube olhar para além das necessidades imediatas de seu tempo. Com sensibilidade humana, espírito empreendedor e confiança na Divina Providência, percebeu que cuidar da saúde é também uma forma de evangelizar, servir e promover a dignidade humana.
Frei Edgar Löers, Vigário Paroquial, compreendeu que a caridade cristã não poderia permanecer apenas nas palavras. Era necessário transformá-la em gestos, estruturas e iniciativas capazes de responder ao sofrimento das pessoas. Sua visão tornou-se semente que atravessa gerações, deixando marcas profundas na história da saúde e da comunidade regional, assim como outras que nos deixou por legado, como a construção da Igreja Matriz e do Colégio Cristo Rei (atual Colégio Girassol).
As grandes obras nascem quando a fé se transforma em compromisso e o amor serviço concreto; recordamos com gratidão a colaboração das Irmãs Salvatorianas, assistentes do hospital por muitos anos. A sua presença desde os primeiros tempos das atividades testemunha o valor da vida consagrada no serviço aos enfermos e na construção de uma assistência marcada pela dedicação, proximidade e espírito de doação.
A memória desses pioneiros e o trabalho de tantas gerações não podem permanecer apenas como lembranças honrosas, precisam continuar inspirando as decisões do presente e os projetos do futuro. A evolução tecnológica, os avanços da medicina e as exigências da formação universitária abrem caminhos importantes.
A Palavra de Deus ilumina essa memória agradecida. No Evangelho Jesus se identifica com os pequenos, os pobres e os enfermos — estive doente e cuidastes de mim (Mt 25,36) — revelando a verdadeira identidade de toda instituição de saúde que se inspira nos valores cristãos: somos chamados a reconhecer o próprio Cristo no rosto de cada paciente.
A ciência e a tecnologia são indispensáveis, mas precisam caminhar lado a lado com a ética, a sensibilidade; com alegria prosseguir tirando água das fontes da salvação, isto é, sendo fontes de cuidado, acolhimento, competência profissional para cada um que chega fragilizado pela doença.
Um hospital, portanto, não é apenas um espaço de procedimentos médicos, exames e tratamentos. É também lugar de acolhida, esperança e encontro. Ali, muitas vezes, a ciência se une à compaixão, a competência profissional abraça a solidariedade e a fragilidade humana encontra mãos que sustentam e corações que consolam.
Festejar os 80 anos do HUST é reconhecer que Frei Edgar representa aquela capacidade de sonhar que nasce da fé e se concretiza no serviço, quando a intuição de um visionário se transforma em missão permanente, assumida por muitas mãos e muitos corações. Os verdadeiros visionários não são apenas aqueles que enxergam o futuro, mas os que começam, no tempo presente, a construir condições para esse futuro ser melhor para todos.
Nossa gratidão dirige-se a todos os que construíram e continuam construindo essa trajetória: médicos, enfermeiros, profissionais de todas as áreas; professores, estudantes, gestores, colaboradores, benfeitores e voluntários, pois cada um, segundo sua responsabilidade, participa dessa missão de cuidar. Que os próximos anos do nosso hospital sejam marcados pela mesma ousadia de seus pioneiros, pela excelência da ciência, pela força da solidariedade e pela ternura de Cristo, o Bom Pastor, que veio para que todos tenham vida em abundância, cfe. João 10,10”, concluiu o Bispo Diocesano.
Na continuação ouvimos as palavras da administradora do HUST, Sra. Lindamir Secchi Gadler, e do diretor técnico Dr. Márcio Tomasi:
“Queremos expressar a nossa profunda gratidão, pois não estamos apenas comemorando uma data. Estamos celebrando uma história, construída ao longo desses por muitas mãos, muitos corações e muitas vidas. Há oitenta anos a fé inspirou um sonho. Um sonho que, alimentado pelo amor ao próximo, transformou-se em cuidado, acolhimento, esperança e serviço. Ao longo desse caminho o HUST esteve presente — nos momentos de alegria, de nascimento, de recuperação, mas também nos de dor, fragilidade e incerteza.
Temos agora a oportunidade de agradecer a todos aqueles que fizeram e fazem parte dessa caminhada: aos que deram início a essa edificação, aos que a conduziram ao longo dos anos, aos profissionais que dedicam seus conhecimentos e suas vidas ao cuidado; aos colaboradores de todos os setores, que trabalham muitas vezes de forma silenciosa, mas indispensável — e às famílias e à comunidade, que confiam em nosso trabalho.
Agradecimento especial a cada funcionário e a cada profissional do HUST. Um hospital não se faz apenas com paredes, equipamentos ou estruturas. Um hospital se faz com pessoas. Pessoas que acolhem, que escutam que se dedicam, que enfrentam desafios e que, mesmo nos dias mais difíceis, continuam acreditando que cuidar é uma forma concreta de amar. O mesmo agradecimento é dispensado aos pacientes, que ensinam diariamente sobre coragem, perseverança e esperança. Cuidar de alguém é uma grande responsabilidade, mas também é um privilégio. Cada vida atendida faz recordar a grandeza dessa missão.
É hora de elevarmos a Deus uma ação de graças — pela proteção, pela força e por todas as bênçãos recebidas ao longo desses oitenta anos, pedindo também que Ele continue iluminando os caminhos do HUST, fortalecendo todos os que ali trabalham e inspirando-os a servir sempre com competência, humanidade e compaixão. Que Santa Teresinha do Menino Jesus, nossa padroeira, continue intercedendo por este hospital e por todos aqueles que nele encontram cuidado. Que o seu exemplo nos ensine a realizar as pequenas coisas com grande amor, reconhecendo que cada pequeno gesto de atenção pode transformar a vida de alguém. Que nunca nos falte fé para seguir, coragem para enfrentar os desafios e sensibilidade para lembrar que, por trás de cada atendimento, existe uma pessoa, uma família, uma história”.
“Entre o que fomos e o que somos hoje, muita coisa mudou. Os espaços, a medicina, os caminhos. Mas o cuidado permanece. É ele que atravessa gerações, aproxima histórias e mantém vivo o sentido de estar aqui: pessoas cuidando de pessoas”, concluíram os responsáveis pela condução do HUST.
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