REPRESENTANTES DE LACERDÓPOLIS PARTICIPAM DO FÓRUM ESTADUAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL DA FECAM |
Professor Me. Ciro José Toaldo
Se no texto anterior abordamos os legados que deixamos nesta existência — unindo nossas atitudes ao nosso impacto social —, este artigo deseja conduzir o amigo leitor a uma reflexão profunda e exclusiva: a valorização da sua própria vida.
Vivemos em meio a uma sociedade que nos impulsiona ao modismo, muitas vezes fazendo-nos esquecer de nossa própria vida. Explicando: a dinâmica atual leva as criaturas a terem um comportamento semelhante ao dos robôs — acordar, trabalhar e descansar. Essa rotina leva à perda do encanto da vivência e, especialmente, a desvalorizar a própria vida.
Quantos ainda precisam do cigarro, do álcool ou de outros subterfúgios para encarar os obstáculos do cotidiano? Estas formas de entorpecentes ditos ‘lícitos’ acabam mascarando a vida que parece ser ‘empurrada’. Obviamente que há dias em que nem tudo são flores e as mazelas se tornam muito pesadas.
Entretanto, como seres racionais cientes de nossas metas existenciais, precisamos ser os próprios condutores deste ciclo enquanto estivermos neste planeta.
Neste contexto se encontra a valorização da vida. Não há fórmulas mágicas nem receitas milagrosas, mas, caso seguíssemos as velhas e conhecidíssimas experiências de nossos antepassados, acertaríamos muito neste quesito. Afinal de contas, mesmo sem as comodidades de hoje, eles sabiam viver com intensidade. O dia a dia era permeado por uma rotina quase sagrada, do amanhecer ao anoitecer, sem espaço para futilidades. Mais do que isso: sabiam superar as adversidades diárias e cultivar relações sólidas e saudáveis, tanto com os familiares quanto com as amizades. Um detalhe, buscavam fazer refeições muito nutritivas e em horários fixos, bem como sabiam respeitar os momentos de descanso, como o de aproveitar as folgas de domingo, em que tinham a possibilidade de sair da rotina, seja em suas residências ou ao visitar parentes e amigos. Enfim, valorizavam a vida em sua totalidade.
Ao escrever a respeito do valor da vida, em especial comparando tempos históricos, enfrentaremos enormes controvérsias, uma vez que a rotina da sociedade atual é diferente de outros momentos. Entretanto, independentemente da dimensão ou do contexto em que se viva, o fundamental continua sendo a valorização da vida e a forma como encaramos a existência.
E não se trata de dizer que se é pobre ou rico. Quantos ricos com gigantesca riqueza, não aprenderam a valorizar a essência do viver! E quantos pobres se deixaram envolver pela miséria, também perdendo o encanto da vida!
Portanto, a riqueza material até pode influenciar em benesses ao viver, mas este não é o fator determinante. Conheço criaturas com pouquíssimos recursos materiais, mas que sabem viver como ‘reis’, pois aprenderam a fazer do seu ‘ser’ o impulso do seu viver. Em contrapartida, também tenho exemplos do contraditório: pessoas com muita fortuna, mas que estão apegadas de tal forma ao seu ‘ter’ que esqueceram a real importância do seu ‘ser’. Eis onde podemos começar a entender o verdadeiro valor do viver!
Em meio a tantas tentações orquestradas pela sociedade consumista, vamos esquecendo de valorizar o que há de mais simples no cotidiano, como: acordar com saúde, ter vontade e energia para realizar as tarefas diárias, ter comida boa à mesa, ter alguém com quem compartilhar alegrias e tristezas, receber o reconhecimento dos filhos e familiares, ter ainda sua mãe presente, ter um amigo fiel, ter um animal de estimação que demonstra seu amor leal, ter um teto para se abrigar e proteger, ter um lugar de trabalho ou estudo, ter a liberdade de fazer escolhas sobre a própria vida e ter a sensação de dever cumprido no final do dia.
Estes são alguns dos motivos que a gratidão nos dá para valorizar a vida, embora cada pessoa possa elencar outros elementos nessa lista. Sendo assim, deveríamos parar de esbravejar, resmungar e expressar maledicências sobre o maior presente que já recebemos: a nossa própria existência.
Vamos pensar a respeito!
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