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Conscientizar em cima de fato
Editorial
Há muito tempo viemos alertando sobre as imprudências cometidas por certos motoqueiros e motoristas. Continuamos na insistência em tentar conscientizar pela necessidade de guard-rails (proteção) para pedestres, residências, casas comerciais e para os postes que dão sustentação a rede distribuição de energia elétrica. Sabemos claramente do perigo que ronda a Rua Presidente Nereu Ramos, Serra, estrada velha e acesso à Empresa BRF devido o fluxo intenso de veículos e abusos cometidos no volante de carros leves e de carga, nos guidões de motocicletas, não ficando de fora máquinas rodoviárias e agrícolas (sem batedores ou falta de sinalizadores de alerta). Além disto, muitos anos residimos no fervo a onde acontecem atos de irresponsabilidade no trânsito: na serra.
Há dez anos, teve quem achou que fizemos furo de reportagem, nem tiramos vantagem, e sim, procuramos conscientizar em cima de um fato, mas, lamentável por ter sido registrado vítima fatal e vítima gravemente ferida. Também não tínhamos a intenção de provocar impacto e ibope, porém, “profissional” liberal nos taxou de sensacionalista e de imprensa marrom por trazermos reportagem e fotos de um acidente em decorrência de alta velocidade.
Como sempre, primamos pelo melhor para a sociedade como um todo, não poderíamos continuar dizendo amém para os trágicos acidentes automobilísticos que acontecem na SC-303, agora SC-150 (acesso serra Cidade Alta / Cidade Baixa e/ou vice-versa), inclusive, na SC-458 que na época nem sequer foi inaugurada sua pavimentação e já vinha sendo registrado vítimas fatais por abuso ou excesso de confiança no volante. Quando era de chão batido e asfalto velho em parte da via, outras mortes foram registradas, então não podemos nos calar diante dos fatos.
Quanto à matéria intitulada “Trágico acidente automobilístico tira a vida de jovem”, procuramos de todas as formas informar o fato ocorrido, principalmente, conscientizar do perigo que é um veículo na mão de quem não está preparado para dirigir, no que resultou numa vítima fatal e uma vítima seriamente ferida. Prestamos homenagem póstuma sim, mas, jamais poderíamos fechar os olhos para mais esse abuso que por sorte não levou pro além outros inocentes. Infelizmente, enquanto um jornal ganhou prêmio com uma foto na capa de motoqueiro sem vida debaixo de um carro, nós, vencemos na justiça por duas vezes e depois ficamos na condição de réu sem ter matado, inclusive, autoridade descreveu algo que fugia da realidade. Absurdo e vergonhosa a decisão, pois fizemos um chamamento para a ação preventiva, já que a curativa nem sempre é eficiente.
No passado Edvino Dacas fez a distribuição de panfletos e foi inserido no Jornal O Tempo, no sentido de alertar sobre o perigo do trânsito na SC-303 (acesso Cidade Alta e Baixa). Um período depois o então vereador Luiz Gustavo Deunner (Alemão) demonstrou sua preocupação, inclusive, inserimos matérias neste Semanário a respeito do caso. Infelizmente, não teve tempo de ser implantado redutores de velocidade, mas, quem sabe, o mal acaba vindo pro bem, numa desta passe a ser realidade as ditas lombadas eletrônicas, caixa de brita para segurar caminhões e carretas desgovernadas, refúgios, passarelas, guard-rails, meio-fio mais altos, faixas de pedestres, rótulas e o que mais seja necessário para tanto.
Uns poucos contestaram nossa iniciativa, mas, a maioria aprovou em termos educativo, informativo, veracidade, imparcialidade, ética e que serve de alerta na tentativa da humanização do trânsito.
Queira ou não os entendidos, apesar de quase não trazermos ocorrências policiais, muito pouco trouxemos em decorrência de infração gravíssima de trânsito, no entanto, poderia ter proporções maiores. Já imaginou se o carro que virou sucata tivesse atropelado inocentes, se por ventura fossem quatro ou cinco ocupantes, na certa seria uma carnificina (mortandade). Se você concorda com a imprudência que resultam em vítimas, então crie um espaço para elogiar os infratores, mas, não esqueça de levar flores e velas para aqueles inocentes que morrem vítimas de abusos por parte de alguns que não usam da razão, e sim, da emoção.
Outros meios de comunicações levaram a público o fato conforme o material que tinham disponível, caso tivessem o que este Semanário trouxe, talvez não deixariam engavetado. Uns justificam que o Município é pequeno e isto chocou a sociedade, mas, jamais podemos pensar pequeno e ignorar o fato, caso ficarmos com os braços cruzados e não conscientizarmos quem está por detrás do volante e dos guidões seremos cúmplices e incentivadores da desgraça alheia. Poderemos nos preparar para presenciarmos cruzes, coroas, capelinhas e velas nas marginais destas estradas e ruas, além das já existentes, que lembram e lembrarão de vítimas fatais em virtude da estupidez no trânsito.
O tempo passou e novas vítimas fatais foram feitas no acesso cidade alta a acidade baixa, desta vez tirando a vida de dois “anjos”, uma menina de três anos de idade e um menino de cinco anos, isto de maneira trágica que foram atropeladas por um motoqueiro, na sexta-feira, 17 de Outubro, à tarde, depois que foram deixados pelo transporte escolar próximo de onde residiam e estavam sendo esperados pelo avô. Não se sabe o correto, pois, só o motoqueiro para precisar o que aconteceu em termos de condições de trafegabilidade do acesso no momento da desgraça. É claro que na legislação significa um crime culposo ou doloso, mesmo o condutor do veículo não tendo a intenção de matar, mas, de uma maneira ou de outro acabou contribuindo para a tragédia. A vida das crianças não volta mais, mas, o condutor do veículo contou com a sorte por se manter vivo e sem sequelas.
Nós e a sociedade em si, esperamos que se tome uma decisão cabível e aceitável, até porque a vida é única, devendo ser a prioridade das prioridades colocar em execução o plano que certamente tem a Diretoria de Trânsito, para melhor fluir veículos automotores, ainda no deslocamento de ciclistas e pedestres de maneira segura.
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