Em janeiro a Usina Machadinho repassou R$ 3,5 milhões a título de compensação financeira |
É preciso a justiça dar ouvido e vez para imprensa
Editorial
A Reportagem da Rede Globo de Televisão, no programa do Fantástico levou ao ar reportagem no último domingo, 18 de março, sendo uma matéria assim intitulada: “Repórter trabalha infiltrado em repartição pública e flagra escândalo de corrupção... Durante dois meses um repórter do Fantástico trabalhou em uma repartição pública. O que ele viu - e gravou - é um escândalo.”
Licitações com cartas marcadas, negociatas, combinações indecorosas de suborno, propinas, truques para escapar da fiscalização. O que ele viu - e gravou - é um escândalo. Um retrato de como algumas empresas agem em órgãos do governo para ganhar dinheiro. Muito dinheiro. O nosso dinheiro.
Entre quatro paredes, o que a gente paga em impostos e que deveria ser destinado à saúde, à educação e outros serviços vai parar no bolso de empresários inescrupulosos e funcionários públicos corruptos. Uma vergonha.
Empresários abrem o jogo. Licitações fraudadas são mais comuns do que a gente imagina. O desvio de dinheiro público é tratado por eles como coisa normal. E eles confessam que pagam propina. Os valores são milionários.
O Fantástico mostrou o mundo da propina, da fraude, da corrupção. De um jeito como você nunca viu. E vale a pena você ver: É o seu dinheiro que eles estão roubando.
O objetivo foi descobrir como isso é feito. O Fantástico pediu ajuda à direção de um hospital de excelência, hospital de pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um grande hospital público infantil. A pretensão era aquele que estava investigando assumisse o lugar do gestor de compras da instituição, acompanhar livremente todas as negociações, contratações, compras de serviços. Saber se existe oferta de propina, pagamento de suborno de um dinheiro que deveria ser sagrado: o da saúde.
As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do pagamento. Evidentemente, nenhum negócio foi concretizado, nenhum centavo do dinheiro do contribuinte foi gasto. Só mesmo o tempo dos corruptos é que foi perdido. E eles agora vão ser desmascarados.
O esforço e empenho da imprensa e dos meios de comunicações só valem apena se um poder devidamente constituído seja liderado e integrado por pessoas sérias, que jamais se corrompam e venham a passar a limpo denúncia de suposto esquema. Recentemente, tivemos uma boa notícia, em que o Ministério Público Federal se manifestou, já que o local e estadual não viram ou não tiveram conhecimento de possíveis erros administrativos.
As representações e pedidos de investigações que faz a imprensa e os meios de comunicações devem serem levados em conta pelos poderes devidamente competentes para tanto. Para que algo aconteça, é preciso seguir o exemplo dado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e também de Joaçaba, pois se tem indícios de possíveis improbabilidades na não prestação de contas de evento, admitir a construção de obra pública praticamente dentro do rio, consentir pagamento de aluguel em terreno que pertencia a Prefeitura, aceitar a compra de imóvel que pode pertencer à familiar da autoridade maior do Município, tolerar que talvez esteja em prática o laranja e ainda empresas que podem ter surgido num mandato para prestar serviços para as repartições públicas, então é uma excelente pedida investigar e jamais ir contra ou contestar os formadores de opinião, pois quem sabe deixa transparecer ser uma tentativa de inibir aqueles que querem transparência na aplicação do dinheiro público.
Deixe seu comentário