Em janeiro a Usina Machadinho repassou R$ 3,5 milhões a título de compensação financeira |
Editorial
Perdas X Ganhos
Capinzal foi elevado à categoria de município de 17 de Fevereiro de 1949, portanto, está com 65 anos de emancipação político-administrativa, no entanto, chegamos numa determinada época, aliado ao transporte ferroviário que ajudava a escoar e trazer produtos e matérias primas. O tempo passou e a Rede Ferroviária Federal foi desativada e depois concedida à exploração da via ferra a uma logística que nunca fez nada para voltar a funcionar o transporte ferroviário. O que favoreceu para o êxodo rural de muitas localidades do interior e o transporte ferroviário que se fazia tão necessário na época levando e trazendo gado, suínos, grãos, materiais de construção e outros passou a fazer falta para o progresso e desenvolvimento de Capinzal.
O município de Capinzal tinha o frigorífico FPS – Fábrica de Produtos Suínos (abate de gado e suíno, produção de banha, copa, presunto, salame, copa e muito mais), olarias, fábricas de cadeiras, de vassouras e de bebidas, marcenarias, madeireiras, cinema, boates danceterias), grande eventos no Ateneu Clube, Agropecuárias (Cooperzal e Teixeira Júnior), Granja Avós do Chester, três turnos de trabalho na então Perdigão, fechada a Unidade Prisional Avança, primeira e única Festa do Milho (Efapi de Xanxerê), Chesterfet (Festa do Chester que deu lugar a polêmica Expoavale), recebíamos excelentes circos, teatros e parques de diversões, enfim, o território capinzalense vem marcando ao longo do tempo inúmeras perdas que resultam numa falta de projeção de crescimento, consequentemente, de queda na geração de renda e oferta de trabalho.
Antes de quererem diminuir o número de vereadores, o que achamos injusto, porém, que unificasse municípios próximos demais, então quem sabe, se teria maior representação política. Isto nos referimos aos municípios coirmãos, apenas tendo como limite rios que dividem as áreas territoriais.
O mais importante, seria além de unificar municípios, que o poder Executivo e Legislativo fale a mesma língua, a de unir forças visando o melhor para a comunidade e sua gente, sendo que não leva a lugar nenhum fomentar a discórdia e gerar polêmica desnecessária, exceto acaba contribuindo para as sucessivas perdas que poderiam ser evitas principalmente a partir da década de 1990.
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