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Editorial
De luto os capinzalenses e a Família Lancini
Quem diria, chegou o final de quinta-feira (25 de abril de 2013) e já faz parte do passado, mas Eluiza Teresinha Lancini vai ficar eternizada por sua maneira de ser, de agir e de pensar. Apesar da deficiência física que tinha em uma das pernas, a mesma não se deixava entristecer, pois sempre que alguém precisava de uma palavra amiga, lá estava ela colaborando e dando parcela de contribuição para levantar o auto-astral e ânimo de seu laço de amizade.
Se conhecimento de causa serve como a comprovação de fato, estamos descrevendo para mostrar as virtudes que tinha Eluiza, até porque uma mulher deve ser vaidosa, se cuidar, se embelezar, enfim, gostar de si, inclusive, se doar, quando for o caso, para ajudar o seu semelhante.
Eluiza atuou no ramo joalheiro por 28 anos, tendo joalheria no Shopping Itajoara, em Chapecó, Capinzal, Ouro e Piratuba. Por 16 anos Eluiza foi superintendente da Multibrás, no estado de Santa Catarina. Ela também por 13 anos exerceu suas funções no magistério de Capinzal, Ouro e Chapecó, consequentemente, ajudou a formar verdadeiros cidadãos. Ainda teve o restaurante Aconchego, em Capinzal e foi atuante prestadora de serviços no Conselho Tutelar de proteção das crianças e adolescentes. Há nove anos vinha sendo empresária no ramo financeiro, representando 13 bancos, os quais lhes depositaram confiança.
Nós lamentamos o passamento da mesma, apesar de determinados momentos divergirmos de certas ideias, até porque defendia muito bem os seus interesses e da sociedade em que estava inserida. Teve várias ocasiões em que ela estando certa ou errada sabia ceder e até dava a mão a palmatória, sendo uma decisão sábia e de alguém intelectual, pois o verdadeiro amigo o guardava no coração e alimentava-o com muita educação e bom relacionamento. É claro que uns e outros não sabiam a interpretar, mas quem realmente lhe conhecia, entendia certos comportamentos de Eluiza, pois naquele momento da bronca e de discussão a mesma ia até a última consequência, porém, qualquer um soubesse ouvir sem contestá-la e depois tentasse dialogar, tudo se resolvia e a harmonia voltava a predominar como na maioria dos casos era assim.
Prova de que Eluiza pode ser considerada uma personalidade ímpar em Capinzal, portanto, faz por merecer que alguém escreva um livro sobre a mesma, pois a história desta capinzalense ficou de ser contada em livro e filme, até porque foi lançado (nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2011, na Câmara Municipal de Vereadores e na Igreja Evangélica Assembleia de Deus) o piloto do livro “Espelhos da Vida”, baseado em fato real ocorrido no Município.
Esperamos e temos certeza que pelo menos o livro venha a ser escrito, editado e lançado, até porque contribuímos encaminhando material para tanto, além disto, viabilizamos muitos espaços neste periódico para que pudesse informar ações e serviços prestados por Eluiza. Da mesma forma trouxemos reportagens de seu saudoso pai, Edgar Lancini, pela ajuda que deu como vereador na época, lutando no bom sentido da palavra, para que Capinzal se emancipasse de Campos Novos e fosse elevado à categoria de Município.
Nós, de O TEMPO – um jornal de fato, jamais choraremos de remorso, levando em conta aos maus que certos integrantes da sociedade cometeram para com ela, e sim, lamentamos e nos entristecemos com sua partida de maneira triunfal, pois não sofreu ao se apagar, sendo uma prova de que praticou atos de bondade e a balança do juízo final deu a aprovação para uma nova vida com a passagem pro além, agora fazendo parte da constelação celestial.
Eis a questão, para quem julga seu semelhante: “Quem tem telhado de vidro não atira pedras no telhado do vizinho”. “Quem não tem pecado, atire a primeira pedra”.
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