logo RCN

Editorial

Ignorância e orgulho resultam em preconceito e injustiças sociais, o que também é passivo de pena

A burocracia persiste em bater na mesma tecla, inclusive é um caminho perfeito para influenciar como se fosse o preconceito racial um dos maiores problemas sociais no Brasil, conseqüentemente até foi criado um percentual de vagas para cidadãos de cor, no entanto, este privilégio não é extensivo para o branco, pois no outro percentual branco e negro concorrem de igual para igual na conquista do restante de vagas universitárias. Achamos que não acontecem conflitos diretos entre pessoa branca e de cor, e sim, essa indução vem sendo fomentada pelos parlamentares que criam leis em cima de leis e não percebem a realidade do país, dos estados e dos próprios municípios. O maior prejudicado neste país da impunidade, do preconceito, das injustiças, da burocracia, não é exclusividade do branco e nem do preto, e sim, não importa a raça do ex-presidiário, mesmo depois de cumprir pena continua sendo visto como um malefício à sociedade impiedosa e justiceira. Como diz o ditado, cadeia foi feita para os pequenos, os miseráveis, pois têm muitos influentes e poderosos que gozam da liberdade em prejuízo dos humildes. Ex-carcerário participou de encontros de orações, indo a todos os lares de sua abrangência, porém, no dia que era para acontecer em sua residência ninguém compareceu, demonstrando claramente o quanto as pessoas são pequenas no seu intimo de sentimentos. No outro dia, um de seus filhos estava brincando na rua com o filho de um vizinho, vizinho este que disse para o filhote não mais brincar com a criança filha de quem saiu da cadeia. Neste país tem inúmeras leis, mas não vem sendo cumprida aquela que realmente obriga o Estado a reintegrar à sociedade de forma digna o ex-preso, ou ex-detento, ou se preferir, cidadão tratado pior que animais, quer dizer, os animais ainda têm um tratamento especial comparado aos seres humanos: pobre é claro. Concordamos que em certos casos a cadeia deve ser uma forma de punição, mas se analisarmos com a razão e não com a empolgação, poderemos constatar que em certos casos a cadeia prolongada, puxada acaba sendo maior que o delito cometido. Como diz o ditado, vale mais um pássaro voando livremente do que dois presos em uma gaiola, no entanto, na lei do homem uns acham que pegar 05, 10, 15, 20 e mais de trinta anos de cadeia é normal, mas os que gozam da plena liberdade acham uma eternidade ter de permanecer uma manhã ou tarde dentro de casa sem poder sair, devido à chuva que não dá trégua. É claro que admitimos, se é lei devemos cumprir, mas com sinceridade, o Brasil é exagerado nas obrigações, sendo o país que mais cobra impostos do povo e pouco proporciona em termos de retorno à população, também chegam ao cúmulo da vergonha em achar que cadeia é a solução dos problemas, ainda é tido como justo e correto a má distribuição de renda, em que alguns são detentores de fortunas e muitos lutam incessantemente para poder apenas sobreviver. Lamentavelmente, a religião ainda não conseguiu fazer valer entre os fiéis e fanáticos religiosos o verdadeiro sentimento da vida: ?queira bem e estenda a mão ao seu semelhante?, pois o que vemos e percebemos ainda alguns seguidores da religião indo ao templo em busca da satisfação pessoal, e assim que saem da casa religiosa são os perfeitos Judas em carne e osso. A justiça e injustiça do homem são imediatas, mas a providência divina poderá até ser considerada tardia, mas jamais falha. Consideramos que deste mundo competitivo e desumano não levamos absolutamente nada em termos de bens materiais, e sim, temos plena convicção e sentimento de que com o passar do tempo a verdadeira sentença dos injustos e poderosos virá como uma uva para influentes numa decisão no puxe do tapete. Acredite ou não: Trabalhamos praticamente a vida toda, no entanto, temos pouco ou quase nada de bens materiais. Ajudamos muita gente, mas também fomos e continuamos sendo alvo de perseguição barata e mesquinha, mesmo assim, não temos raiva de ninguém, pois tivemos uma educação de bondade e acreditamos que o trabalho honesto e baseado na veracidade do fato é o caminho da prosperidade. Não temos como praxe fazer vistas grossas, por isto informamos mesmo que uns tendenciosos nos taxem de imprensa marrom.
Anterior

Editorial

Próximo

Editorial

Deixe seu comentário