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Nomes em evidência

Editorial

 Quem diria, o PMDB governou por três mandatos consecutivos, sendo na primeira gestão administrativa Nilvo Dorini (prefeito) e Osvaldir Boaretto (vice-prefeito), na reeleição Nilvo Dorini (prefeito) e Leonir Boaretto (vice-prefeito), então Dorini fez o seu sucessor, sendo Leonir Boaretto (prefeito) e Sérgio Helt (vice-prefeito).

É bom lembrar que Dorini e Leonir, ambos também exerceram o cargo de vereador, consequentemente, o PMDB tentou o quarto mandato consecutivo indo de chapa pura, desta vez invertendo os papéis, ou seja, Leonir Boaretto para prefeito e Nilvo Dorini a vice-prefeito. Seus adversários, o ex-vereador Wilson Luiz Farias, sendo ele do PP a vice-prefeito e Andevir Isganzella (PT) que estava exercendo o cargo de edil e presidente da Câmara Municipal. Quem diria, o PMDB foi derrotado por 7.178 votos contra 5.884 votos, uma diferença de 1.294 aos que eram considerados a grande zebra do pleito eleitoral.

O tempo passou de 2012 para 2013, então Capinzal teve uma nova maneira de administrar, o que chegou a ser considerado sangue novo, porém, pegaram uma Secretaria da Infraestrutura desmanchada e jogada a sorte do destino, também foram nomeados secretários e diretores, no entanto, uns perderam o cargo e alguns foram desonerados.

Com o passar dos dias o ano de 2013 ficou para trás e chegou 2014, ocasião em que o Município retomou imóvel da garagem da Prefeitura, a qual voltou a ocupar parte das dependências, sendo que no corrente mês vence o prazo dos locatários desocuparem as salas comerciais. É estranho a Prefeitura doar o imóvel e depois pagar alugar por uns dez anos do que era seu, consequentemente, caso fosse construir o prédio para a Secretaria de Infraestrutura Pública sairia bem mais em conta ao invés de desembolsar por algo que jamais seria seu de direito e de fato.

O ano de 2014 está acabando, mas ficou comprovado de que o PMDB está rachado, apesar do Presidente do Partido dizer que não, no entanto, sabe-se que existe duas frentes, uma de Dorini e outra de Boaretto, porém, também tem os descontentes, inclusive, os que acham ser necessário trazer de volta os que pertenciam ao PMDB e eram ouvidos na sigla peemedebista, caso contrário podem dar sorte para o azar a exemplo do que já aconteceu aos adversários e pode ocorrer na oposição.

Queira ou não os entendidos, os dois grandes nomes da política em Capinzal, no corrente ano, estão sendo Seila Eliane Ribeiro e Senair Bressan (Sena). Seila foi convidada a se filiar e presidir o Partido Social Democrático (PSD), a qual teve audiência com Antonio Ceron e Gelson Merisio (ambos lideranças do Estado). Quanto a Sena, foi o único vereador reeleito no último pleito eleitoral municipal, sendo um feito e tanto. Sena era candidato para presidir a Mesa Diretora da Câmara Municipal, sendo o primeiro a colocar seu nome à disputa, a princípio concorrendo com mais dois peemedebistas, um tucano e outro do DEM. Como Sena buscou apoio e não foi atendido, demonstrou ser um homem de fibra, então votou em si mesmo e a eleição foi decidida conforme a Lei Orgânica do Município, em favor do candidato mais velho, então o PMDB com a maioria perdeu a presidência para a situação ao Governo Municipal tendo a minoria. Enio José Paggi já foi vereador em outro mandato, mas presidente do Legislativo é inédito para ele, sendo que o mesmo é irmão de Hilton Pedro Paggi, o qual exerceu o cargo de prefeito.

Seila ao longo do tempo demonstrou ser uma verdadeira liderança, seja no setor educacional, na presidência do PSD e da Sociedade Cultural, Esportiva e Recreativa Babados de Capinzal e Ouro. Quanto a Sena, este quem sabe, entendeu que o melhor para Capinzal e sua gente era decidir em favor da política e não do poder dominante, em que um lado manda e outro só vinha obedecendo, então por ser parlamentar superou até o Capitão, dando-lhe xeque-mate.  

É público e notório que tivemos e temos bons homens públicos, seja na situação ou oposição, porém, Seila e Sena tem seus nomes em evidência, e este registro ficará para a posteridade, até porque o que está escrito na imprensa impressa nada se apaga. 

Lembre-se: “A política é a ciência da liberdade.” Pierre Proudhon

 

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