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O Tempo quase por uma década respondia na condição de réu por descrever a verdade
Editorial
Só agora, a justiça determina que imóvel doado para empresa volte a pertencer à Prefeitura de Capinzal
Há anos existiu, se não estamos enganados, a razão social ou nome fantasia era conhecida por Emprecon, depois surgiu a Qualimaq e por último a Macro Trator, todas elas com sede em Capinzal (SC), na cidade alta, o que gerou e continua gerando certa polêmica sobre tais empresas.
A Lei 1715 de 12 de maio de 1993 autorizou a Prefeitura de Capinzal a conceder incentivos fiscais à Qualimaq Indústria e Comércio de Máquinas, com amparo na lei nº 1.546/91 de 27 março de 1991. Na época o prefeito era Hilton Pedro Paggi, sendo que a Câmara Municipal aprovou e ele sancionou a seguinte Lei: Artigo 1º - Fica o Executivo Municipal, autorizado a conceder os seguintes incentivos fiscais a Qualimaq: a) - asfaltamento do pátio interno da indústria; b) - isenção de impostos municipais por 10 (dez) anos; c) - serviços de terraplanagem do terreno.
Com o passar dos anos, no início da década de 2000, este Semanário fez uma matéria de capa pedindo que o imóvel voltasse a pertencer ao Município, porém, resultou em processos contra este Semanário, inclusive, nos três mandatos consecutivos pouco ou quase nada pudemos prestar serviços de informações para a Prefeitura, quem sabe por nos considerarem contra o governo Municipal ou adversário político mesmo sem pertencer a nenhuma sigla partidária.
Este Semanário e os irmãos Azevedo não tiveram mais sossego, talvez em decorrência de tal matéria de capa, então se defenderam da condição de réu sem cometer crime algum, pois bastou descrever o que pensavam, e hoje está aí, o imóvel volta ao Poder Público, pois foi doado para uma determinada atividade, no sentido de gerar trabalho e renda, no entanto, pelo que se tinha conhecimento, tanto a Qualimaq quanto a possível sucessora, Macro Trator não estavam em atividade, e o local cedido passou a faturar com aluguel comercial.
O que mais nos indignou, é que sofremos de uma maneira ou de outra a força da lei, mesmo estando certos, pois queira ou não os entendidos, acabamos sendo humilhados, ainda considerada uma imprensa marrom e sensacionalista, mesmo tendo a comprovação do fato. Da mesma forma que fomos colocados contra a parede, continuamos mostrando as boas ações e más também. Nós, de O Tempo – um jornal de fato tivemos bons advogados que nos ajudaram em várias causas, a exemplo dos Drs. Sedenir Tavares Dias e de seu filho Fernando, André Masson, Celso Faccin e Glair Almeida (este último nos serviu no início em que começamos o trabalhos de jornal impresso).
Não temos nada contra nenhuma das empresas citadas, nem com seus proprietários e com aqueles que lhes sucederam no empreendimento, mas lamentamos ser colocado na condição de réu, sendo que hoje comprova a veracidade do fato. No nosso entendimento, se a empresa A ou B deixou de cumprir com os critérios estabelecidos na formalidade, acabou pagando com a perda do imóvel. Quanto aos agentes políticos, se tratando do ex-prefeito Hilton Pedro Paggi, fez certo em dar auxílio para o início do empreendimento, sendo a doação do imóvel, mas quem sabe faltou acompanhar o cumprimento da legislação vigente para não dar no que deu: imóvel voltar ao patrimônio público. Para o bem da informação, quem sucedeu Paggi foi Luiz Carlos Thomazoni, que manteve a garagem da Prefeitura no loteamento Santa Terezinha. Quanto aos outros dois prefeitos que vieram posteriormente, Nilvo Dorini e Leonir Boaretto, pode caracterizar improcedência administrativa nos três mandatos consecutivos, já que o imóvel foi doado pelo poder público e depois a Prefeitura pagou aluguel para colocar a Secretaria de Infraestrutura, antes disto, ex-mandatário (Paggi) comprou a área de terra e depois cedeu. No local funcionava um moinho de fazer farinha de milho, sendo que aquele pequeno empreendimento não gerava emprego, mas favorecia os homens do campo de também área urbana prestando serviços de moagem e comercializando o produto, inclusive, pagava os impostos e taxas ao erário público.
Achamos que saiu branda a sentença, levando em conta praticamente dez anos pagando aluguel para abrigar a mencionada Secretaria, pois poderia ser construída uma estrutura e tanto para zelar pelo patrimônio público (máquinas rodoviárias e veículos em geral), ou seja, pode ser que neste sentido que deixaram de administrar bem o dinheiro do povo.
Queremos aqui alertar, o atual governo Municipal, a exemplo do que viemos fazendo há 24 anos, que a Administração Municipal entre com um pedido para que o imóvel do Parque de Exposições Domingos Pellizzaro volte a pertencer ao Município, pois está cedido ao Ministério da Agricultura, onde era para ser implantado no local uma unidade de pesquisa de grãos, mas a intenção só ficou na teoria e não foi colocada na prática. O problema é que a Prefeitura há muito tempo vem investindo muito dinheiro no parque de exposições, sendo que na formalidade não pertence ao Município. Também tem um caso de um imóvel à Rua Alexandre Thomazoni, sendo o mesmo cedido para uma entidade representativa, porém, passaram-se anos e até década, no entanto, ainda não foi construída a edificação. Uma lei mal feita, também fez que um imóvel cedido para a agência de telefonia, ao invés de voltar parte do mesmo para o Município foi parar no poder de terceiros, o que até hoje é questionado o procedimento.
O poder público faz concorrência, então não da para entender, como continuou mantendo contrato com uma empresa que supostamente não existia mais, talvez nem os encargos pagava para continuar recebendo dinheiro público. Será que o espaço cedido para a Prefeitura, condizia com a metragem que a municipalidade ocupava?
Para resumir o nosso sofrimento, cansaço, persistência, determinação, superação, vontade vencer e tendo o compromisso com a verdade, boa parte dos 24 anos de imprensa tivemos 51 processos, isto por levantar questões e tornar público. Muitas vezes acreditamos na justiça do homem, outras na providência divina, pois com o percorrer do tempo é possível passar a limpo os atos e fatos. Nestes 24 anos, teve momento que fomos taxados de imprensa marrom e sensacionalista, isto, injustamente, pois a má interpretação do descrito e quem usa da má fé pode atrapalhar o verdadeiro sentido da informação. Jamais tivemos matérias dirigidas ou tuteladas, mas enfrentamos a mordaça e até a censura, pois somos uma imprensa e meio de comunicação familiar, apesar de termos forças como mídia, o problema é o tráfico de influência que pode existir por trás de alguma questão, no entanto, superamos obstáculos.
Certa política e determinados políticos passageiros, neste ínterim O TEMPO – um jornal de fato está passando pela sétima gestão administrativa, porque tem como missão informar em nível regional.
O TEMPO é passado.... O TEMPO é presente.... O TEMPO certamente será futuro.
Navegar é preciso e necessário, mas o fundamental é evoluir, portanto, recebemos asas e estamos sabendo muito bem voar de maneira consciente e fazendo valer a razão, pois somos os verdadeiros porta-vozes do povo, já os vereadores são os representantes dos mesmos.
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