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Os dez mandamentos de Francisco
Editorial
No site em.com.br encontramos matéria assim intitulada: Papa Francisco deixa ao Brasil recado sobre valores que deseja espalhar (28/7/2013 04:35:00). Francisco deixa aos brasileiros mensagens que ajudam a entender o seu pensamento e os valores que ele quer ver disseminados entre os cristãos, como humildade e honestidade. Matéria de autoria de Maria Clara Prates.
Nos seis dias em que o papa Francisco esteve no Brasil – onde teve contato com pobres, presidiários, usuários de drogas, e claro, os jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude –, ele deixou claro os valores que quer ver dominando sua Igreja: igualdade social, alegria, esperança e solidariedade. Como se estivesse escrevendo seus próprios mandamentos, o Santo Padre reafirmou, em diferentes compromissos, a necessidade de praticar a humildade e de abandonar os “falsos ídolos”, como dinheiro e poder, e ainda de lutar contra a corrupção e evitar a exclusão social. Como veio a convite dos jovens, Francisco se dirigiu a eles todo o tempo e foi a eles também que pediu força para enfrentar aqueles governantes que colocam seus próprios interesses acima do bem comum.
Os dez mandamentos de Francisco:
1º Amar a Deus – “O cidadão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se ‘incendiará’ de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui neste santuário: O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro”.
2º Levar a fé a sério – “A fé em Jesus Cristo não é brincadeira. É uma coisa muito séria. É um escândalo que Deus tenha vindo se tornar um de nós e tenha morrido numa cruz. (...) Por favor, não liquidem a fé em Jesus Cristo. Essa fé não pode ser diluída, liquidada. É a fé em Jesus, no filho de Deus feito homem”.
3º Conduzir a Igreja ao povo – “Eu quero agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Eu quero que a Igreja vá para as ruas, eu quero que nós nos defendamos de toda acomodação, imobilidade, clericalismo. Se a Igreja não sai às ruas, se converte em uma organização não governamental. A Igreja não pode ser uma Ong.”
4º Evitar falsos ídolos – “Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O ‘dragão’, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar a esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.”
5º Cultuar valores – “Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os pastores do povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno.
6º Combater a fome – “Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira tem feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de pacificação será duradouro. Não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma.”
7º Ter esperanças – “Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar.”
8º Cultivar a solidariedade – “Sei bem que quando alguém que precisa comer bate à sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode colocar mais água no feijão!”
9º Praticar a humildade – “Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro e nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
10º Evitar a cobiça – “Acho que neste momento a civilização mundial na verdade exagerou porque o culto ao deus dinheiro é tão grande que estamos em uma práxis de exclusão de dois pólos da vida: ídolos e jovens.”
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio eleito papa, adotou o nome de Francisco e se tornou o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história, tem a missão de liderar os 1,2 bilhão de católicos do mundo após a renúncia de Bento 16, oficializada em 28 de fevereiro de 2013.
Também esperamos que certos credos religiosos deixem de ser quase uma empresa ou Ong e passem a ser algo que sirva para a evangelização, deixando os valores financeiros e monetários para empresas, indústrias e aos empreendimentos com fins lucrativos. Infelizmente, os valores religiosos se inverteram, apesar de serem isentos de impostos, cada vez mais exploram o povo, talvez, quanto maior o templo menos cultura tem o cidadão, pois se deixa levar por falsos ídolos. Não somos ateus, mas queremos que a empresa e a indústria façam negócios, porém, repudiamos credos religiosos fazendo negócios (produtos e prestação de serviços), mesmo que em nome de outros, pois não justifica isenção de impostos, enquanto pessoas jurídicas pagam alta carga tributária.
A imprensa e os meios de comunicações prestam serviços e representam o povo, no entanto, pagam impostos sem fim, enquanto isto, igrejas são criadas com a maior facilidade. A diferença está em pagar e não pagar impostos, sonegar e não sonegar impostos. Existem trabalhadores e aproveitadores.
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