Em janeiro a Usina Machadinho repassou R$ 3,5 milhões a título de compensação financeira |
Santa Catarina
Santa Catarina no caminho da certificação OIE favorável como zona livre de aftosa
Santa Catarina está dando um importante passo na obtenção do certificado internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).
Conforme a fonte Noticias Yahoo, no caderno Economia, a boa notícia veio de Paris, no dia 23 de fevereiro, quando a comissão técnica da entidade deu parecer favorável à pretensão catarinense de habilitar-se ao título. Agora, a reivindicação - encaminhada pelo Ministério da Agricultura - entrará em fase de emendas e receberá o veredicto definitivo na Assembléia Geral da OIE, marcada para 25 de maio. Caso isso aconteça, Santa Catarina será o primeiro Estado brasileiro a obter o documento.
Apesar da euforia causada pela primeira vitória, o secretário estadual da Agricultura, Antonio Ceron, está cauteloso. "Temos que aguardar a decisão final, mas, sem dúvida, demos um grande passo. Agora vamos trabalhar no sentido de garantir esse certificado de maneira definitiva, para podermos sentar à mesa com os grandes compradores, como o Japão e os países europeus."
Na América Latina, apenas o Chile tem o certificado de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. Outros Estados brasileiros, como Rio Grande do Sul e Paraná, têm o certificado, porém Com Vacinação. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo, explica a diferença. "Quando se faz vacinação, é óbvio que se fica livre de febre aftosa, mas existe o risco de ela voltar se a vacinação for suspensa. Só quando se tem muita certeza de que a doença foi totalmente erradicada é que se pode cometer a ousadia de dispensar a vacinação, pois não podemos correr riscos."
Pedrozo torce para que os dois Estados vizinhos consigam obter o mesmo certificado. "Quando o Paraná e o Rio Grande do Sul também conseguirem erradicar a febre aftosa de forma definitiva, isso será um ganho para nós, porque eliminará os custos da vigilância sanitária nas fronteiras", justifica.
Em 2006, a ocorrência de focos nos Estados vizinhos e no Paraguai respingou nos cofres catarinenses, quando a Rússia suspendeu a importação como medida de precaução. "Se conseguirmos o certificado, a história das exportações de carne catarinense terá um antes e um depois de 25 de maio", prenuncia Pedrozo.
Parabenizamos os ex-secretários estaduais da agricultura de Santa Catarina (Odacir Zonta e Moacir Sopelsa, inclusive os demais, conseqüentemente, o atual Antonio Ceron), também não podíamos esquecer Zezo Pedrozo, dos ex-governos do estado e do atual, bem como as Prefeituras Municipais e de seu serviço de Vigilância Sanitária, pelo sucesso obtido ao longo do tempo.
Como a mencionada certificação abre ainda mais as exportações e garante melhor dias para os agricultores, agroindústrias, enfim, possibilitará maior renda e qualidade de vida aos catarinenses.
Deixe seu comentário