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Tráfico sexual

Tráfico sexual escraviza um milhão de mulheres, diz OIT

 

 

 

O Editorial traz artigo postado na Internet às 09h14, de autoria de Pablo Uchoa (de Londres) tendo como fonte o Site:  http://noticias.uol.com.br. 

Mais de um milhão de mulheres trabalham como escravas sexuais para redes internacionais de tráfico de pessoas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Vítimas de um negócio que fatura US$ 32 bilhões por ano no mundo, muitas são atraídas com promessas de casamento e melhores oportunidades de vida, e acabam nas mãos de aliciadores em cativeiros na Ásia e na Europa onde são forçadas a se prostituir.

Na ponta do esquema, estão aliciadores, na maioria das vezes, da própria comunidade em que elas vivem. No Brasil, um 'olheiro' ganha cerca R$ 600 por "escrava", segundo os cálculos dos serviços de assistência a vítimas.

Não há estimativas sobre o número de brasileiras escravizadas no exterior. Mas só em Portugal, autoridades estimam que cerca de quatro mil sejam vítimas de redes de prostituição. As rotas de tráfico do Brasil levam, principalmente, à Espanha, mas também à Holanda, Itália, Suíça, Alemanha e França.

Indústria bilionária

O caso de Elaine é um entre diversos sob supervisão de Ricardo Lins, chefe da unidade de combate ao tráfico de pessoas na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

Pelos Estados do Norte e Nordeste do país passam 60% das cerca de 240 rotas conhecidas de tráfico que utilizam o Brasil como ponto de origem ou passagem.

Mas metade dos US$ 32 bilhões faturados pelo tráfico internacional de pessoas se dá nos países industrializados.

O escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) estima que o lucro das redes criminosas com o trabalho de cada ser humano transportado ilegalmente de um país para outro varie entre US$ 13 mil e US$ 30 mil por ano.

Em 2000, os países da ONU assinaram em Palermo, na Itália, um protocolo que em linhas gerais define o tráfico de pessoas como o "recrutamento" ou "transporte forçado" de pessoas, em que uma tem "autoridade sobre outra para fins de exploração".

O entendimento marcou o início de uma maior cooperação internacional, já que permite que casos de tráfico para exploração sexual não sejam tratados simplesmente como de imigração ilegal.

Em muitos casos até hoje, a vítima de tráfico é punida duas vezes, porque é logo deportada como imigrante ilegal.

Organizações humanitárias, como a britânica Refugee Women, militam para que mulheres provenientes de países 'fornecedores', como o Brasil, tenham o direito de permanecer no país até que sua volta já não seja considerada mais um risco.

Em um plano de combate ao tráfico de pessoas lançado na sexta-feira, 23, o Ministério do Interior britânico reconhece que "o braço repressivo não é efetivo sem a proteção e a assistência às vítimas".

Apenas na Grã-Bretanha, a Unicef calcula que cinco mil crianças ou adolescentes - principalmente da Europa do leste - trabalhem como escravas do sexo, de acordo com um estudo da Fundação Joseph Rowntree, de York.

"Muitos criminosos preferem ser traficantes de pessoas a traficante de drogas", diz Lins. "É muito mais fácil ser traficante de pessoas e ficar impune."

 

Concordamos que um número grande de mulheres brasileiras trabalha como escravas sexuais para redes internacionais de tráfico de pessoas, o que não poderia acontecer em hipótese alguma.

Onde estão as nossas autoridades, pois compete a elas um controle maior das saídas e entradas do país de brasileiros e estrangeiros, e para que fim vem fazendo as viagens internacionais.

Por outro lado, até é aceitável menores de idade serem enganados, mas em se tratando de adultos, se deixam envolver pela ambição de ganho de dinheiro fácil.

No Brasil, pelo que se tem conhecimento, quem trabalha arduamente e de forma honesta não ganha dinheiro fácil. Só falta acreditar na proposta de viagem gratuita e que a grana cai do céu, não precisando de esforço algum.

 

 

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