DEFINIDA A QUESTÃO DO TRANSPORTE DE ACADÊMICOS DE CAPINZAL A JOAÇABA
INADIMPLENTE DEVE FAZER ACERTO PARA PODER IR PARA A UNIVERSIDADE
BOLETO SUBSTITUÍDO POR PASSE PAGO ANTECIPADO
A Associação dos Acadêmicos de Capinzal (Acap) realizou a sua assembleia, porém, pelo tempo de duração (duas horas e meia) foi mais uma reunião, ocorrida no Centro Social São Francisco de Assis, sábado, 26 de fevereiro, no sentido de decidir o futuro do transporte de Capinzal até Unoesc – Campus de Joaçaba.
No convite para a imprensa e demais lideranças do município, assim estava descrito: “A organização é essencial para a vida humana, para que ela aconteça devemos seguir no comprometimento com a formação educacional dos nossos jovens e no planejamento interpessoal de nossas vidas. A Acap visa a organização baseada nos valores éticos e morais da sociedade.”
A reunião durou duas horas e meia, quando depois de muita discussão e insistência em acertar a questão do transporte chegaram a um consenso, para tanto, não mais será cobrado via boleto, e sim, o embarque nos ônibus passa a ser por passes (pagar adiantado), porém, os inadimplentes devem procurar negociar a dívida para poderem receber o auxílio a exemplo dos demais acadêmicos, para tanto, os fiscais passaram a exigir estar em dia com a Acap.
Na reunião nomearam uma Comissão para tratar dos diversos assuntos de interesse da Acap, sendo o porta voz dos acadêmicos Ivanor Savariz, que se demonstrou estar satisfeito pela participação e espera que os débitos do transporte sejam quitados para que tudo transcorra dentro da melhor maneira possível, sem prejuízo aos universitários. Segundo o porta voz Savariz, a divida do acadêmico foi sugerido e aprovada que seja quitada em quatro parcelas, porém, quem não honrar com o compromisso não terá o benefício do transporte. “Os dois ônibus viabilizados pela Prefeitura vieram para diminuir os custos para a Acap, consequentemente, os acadêmicos pagam um valor menor do transporte devido o auxílio através do poder público”, esclareceu Savariz. Quanto à gratuidade 100% bancada pela Prefeitura, até então a Acap não sugeriu ao Executivo, mas futuramente possa ser um caminho, já que o conhecimento que os capinzalenses vão buscar lá fora beneficia a questão local, portanto, gera um ganho para a nossa terra e nossa gente, portanto, transporte gratuito possa ser uma realidade como forma de compensação pública, devido o ganho na formação de novos profissionais atuando no município.
Quem marcou presença na reunião da Acap foi o secretário de Educação, Cultura e Esportes de Capinzal, Marcio Antonio da Silva, porém, lá estava na condição de pai de um dos acadêmicos que não pode participar da assembleia, porém, não respondeu pela função de secretário, mas mesmo assim lhe concederam a palavra. Marcio orientou para a lotação permitida e relação de acadêmicos que são transportados em cada ônibus, sendo uma exigência e determinação do Departamento de Transportes e Terminais, inclusive, solicitou a relação de nomes dos líderes da Acap, bem como o telefone de cada um, para que o departamento da Educação possa manter contato para poder desenvolver ações sem imprevistos e transtornos.
Como o município de Capinzal de momento não tem como bancar os 100% do transporte dos acadêmicos, a exemplo de Piratuba e de outros municípios, independente dos acertos e erros da ex-diretoria da Acap, o melhor caminho foi sentar, discutir, trocar ideias e entrar num consenso, apesar de que muitos interessados no assunto não compareceram.
Sabemos que boa parte dos acadêmicos, mal consegue pagar a universidade, portanto, este é um dos motivos da inadimplência com o transporte, já que recebem um salário de operário ou nem sequer tem uma fonte de renda.
Quem paga em dia ou aquele que usufrui do transporte e não conseguiu honrar com os compromissos, pois está em débito com a Acap, tanto um quanto o outro são privilegiados, já que até Joaçaba tem o auxílio da Prefeitura, pois no meu caso (Aldo Azevedo) e de tantos outros que fizeram e fazem curso superior a exemplo da UnC de Concórdia, não contaram e nem contam com esse tipo de benefício. Hoje, os capinzalenses pagam no mês em torno de R$ 70 a 80,00 para serem transportados até Joaçaba (32 km de Capinzal), já quem ia e voltava de Concórdia diariamente com carro particular, sendo este meu caso, na época percorria 168 quilômetros por dia (segunda a sexta-feira, muitas vezes da semana até no sábado), então gastava a importância de R$ 40,00 diário, porém, no mês dava R$ 960,00, isto no deslocamento residência, trabalho e universidade. Com isto, me refiro ser mais fácil pagar apenas os 70 ou R$ 80,00 do que quase mil reais em 30 dias.
Esperamos que essa tomada de decisão, em substituir o boleto pelo passe pago antecipado, que não venha dar confusão caso alguém seja impedido de embarcar nos ônibus, pois a questão de direito e dever é uma faca com dois gumes, portanto, sempre deve prevalecer o bom senso e o interesse coletivo, principalmente, de cada acadêmico interessado em progredir através do curso superior.
Para melhores informações, acesse o site de O TEMPO – um jornal de fato.
Assembleia garante a continuidade do transporte acadêmico.
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