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Epagri de Lages realiza método em que o produtor é protagonista na avaliação do solo da propriedade


A Epagri e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizam na Estação Experimental de Lages,
uma pesquisa que associa a ciência ao conhecimento empírico em busca de soluções no campo. A avaliação participativa de qualidade do solo é um método pelo qual um grupo de pessoas analisa o manejo por meio de diferentes características visuais do solo. O sistema não substitui totalmente os estudos em laboratório, mas se mostra uma técnica acessível, democrática e confiável.

Os trabalhos são conduzidos pelo pesquisador Lucas Raimundo Rauber, em parceria com outros profissionais da Estação Experimental de Lages.
Jucinei José Comin, professor nos cursos de Agronomia e Zootecnia da UFSC Florianópolis, é outro parceiro na ação, que viajou à Serra
Catarinense com alguns alunos.


Pesquisa envolve equipe da UFSC e profissionais da Epagri na Estação Experimental de Lages.
(Fotos: Pablo Gomes/Epagri)
Pesquisa envolve equipe da UFSC e profissionais da Epagri na Estação Experimental de Lages.
(Fotos: Pablo Gomes/Epagri)

O método consiste em abrir uma trincheira no terreno – meio metro de profundidade pode ser suficiente – e retirar fragmentos do solo para
analisar, com os sentidos humanos e sem equipamentos específicos, condições como distribuição de raiz, cor e odor do solo, formato da
estrutura e presença de minhocas. 

Tal como um corpo de jurados, o grupo atribui notas visuais que são transformadas em um gráfico ali mesmo no campo, com pincéis atômicos e cartolinas. À medida que os indicadores são avaliados, o desenho vai se formando no papel. E quanto mais aberto e circular, melhores são as notas e, consequentemente, mais saudável é o solo.


Tal como um corpo de jurados, grupo atribui notas visuais que geram um gráfico no próprio campo
Tal como um corpo de jurados, grupo atribui notas visuais que geram um gráfico no próprio campo


Notas visuais formam gráfico que indica a qualidade do solo

“É uma metodologia rápida, de baixo custo, que pode ser feita imediatamente no campo e é de fácil apropriação, podendo ser usada pelos
interessados, no caso, os agricultores e técnicos. O sistema traz informações sobre a qualidade do solo e permite avaliar o seu estado e
monitorar mudanças, se está se mantendo ou piorando. Também fizemos uma comparação deste método com medidas de laboratório, e já temos várias experiências mostrando que tem uma sensibilidade muito próxima à metodologia do laboratório”, diz o professor Jucinei Comin.

“Este método foi proposto, inicialmente, para o plantio direto de hortaliças, e a nossa ideia agora é trazê-lo para o contexto de
pastagens. O agricultor, o pecuarista, não só participam da avaliação, como também são protagonistas dela. E nós, da Epagri, estamos muito
felizes em receber a equipe da UFSC para realizar este trabalho que se trata de uma pesquisa aplicada que realmente chega lá na ponta, no produtor, que é quem realmente precisa dela”, conclui Lucas Rauber.


Quanto mais aberto e circular for o gráfico, melhor é a nota e a qualidade do solo
Quanto mais aberto e circular for o gráfico, melhor é a nota e a qualidade do solo

Por: Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

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