Homenagem da Adubos Ouro ao Engenheiro Agrônomo Pedro Francisco da Silva Neto: uma vida dedicada à inovação e à agricultura sustentável
Nascido em 25 de julho de 1945, no município de Soledade, Rio Grande do Sul, Pedro Francisco da Silva Neto pertence à geração de engenheiros agrônomos que ajudou a transformar a agricultura brasileira por meio da ciência, da assistência técnica e da inovação. Graduou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em 1968, iniciando uma trajetória profissional marcada pela busca constante por conhecimento e pelo compromisso com o desenvolvimento do meio rural.
Desde os primeiros anos de sua carreira, investiu em aperfeiçoamento técnico, realizando estágios, cursos e especializações em áreas como meteorologia, fitopatologia, tecnologia de sementes, pastagens, fertilidade do solo, toxicologia, defensivos agrícolas, crédito rural e extensão agrícola. Em 1992, concluiu a especialização em Tecnologia de Sementes, consolidando uma formação sólida que lhe permitiu atuar em diversas frentes do agronegócio.
Sua história se confunde com o desenvolvimento agrícola de Capinzal e da região Meio-Oeste de Santa Catarina. Ainda em 1969, iniciou suas atividades como Extensionista Rural da ACARESC, prestando assistência técnica aos produtores de Capinzal e Ouro, levando conhecimento, tecnologia e soluções para melhorar a produtividade e a qualidade de vida das famílias rurais.
Ao longo de décadas, Pedro Neto tornou-se uma referência regional pela capacidade de unir conhecimento científico com a realidade do agricultor, sempre valorizando o uso racional dos recursos naturais e a construção da fertilidade do solo.
Sua visão inovadora destacou-se especialmente na área dos fertilizantes orgânicos e organominerais. Em uma época em que esse segmento ainda era pouco desenvolvido no Brasil, participou da elaboração de projetos de pesquisa voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários como matéria-prima para fertilizantes de alta eficiência.
Em 2008, teve um projeto selecionado pela FINEP e pelo Instituto Gene, propondo a produção de fertilizantes organominerais utilizando microrganismos capazes de solubilizar fosfato natural, associados à utilização de cama e dejetos suínos como fonte de matéria orgânica. Esse trabalho representou um avanço importante para a agricultura sustentável e para a valorização dos resíduos da produção animal.
Graças ao Programa PRIME de Subvenção Econômica à Inovação, coordenado pela FINEP, foi possível produzir e validar em campo aquele que é descrito em seu currículo como o primeiro fertilizante organomineral do Brasil elaborado a partir de composto de dejetos suínos, serragem, fosfato natural e microrganismos selecionados, um marco tecnológico que antecipou conceitos hoje amplamente adotados pela agricultura regenerativa e pela economia circular.
Seu espírito inovador também o levou a desenvolver projetos voltados à produção de forragem hidropônica para suplementação de bovinos de leite e corte, iniciativa reconhecida pela FAPESC durante a IV Sinapse da Inovação e posteriormente executada em parceria com a UNOESC e o SEBRAE.
Além da atuação profissional, Pedro Francisco da Silva Neto sempre participou ativamente da construção da sociedade. Foi sócio fundador da APAE de Capinzal, colaborou na criação da Associação dos Produtores de Sementes de Santa Catarina, participou da fundação da Sociedade Brasileira de Toxicologia e integrou diversas entidades representativas da engenharia agronômica catarinense, demonstrando seu compromisso com o fortalecimento institucional da profissão e com o desenvolvimento social da comunidade.
Seu legado vai muito além dos projetos desenvolvidos. Está presente nos agricultores que orientou, nas tecnologias que ajudou a implantar, nas empresas que inspirou e, principalmente, na visão de que a agricultura deve produzir alimentos preservando o solo, reciclando nutrientes e promovendo sustentabilidade.
Para Capinzal, Pedro Francisco da Silva Neto representa uma das figuras mais importantes da história da agronomia regional. Para o setor de fertilizantes orgânicos e organominerais, é um pioneiro que enxergou, décadas antes, o potencial da integração entre ciência, microbiologia, resíduos orgânicos e fertilização mineral, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.
Seu nome permanece como exemplo de dedicação, competência, ética e inovação, inspirando novas gerações de engenheiros agrônomos a construir uma agricultura cada vez mais produtiva, sustentável e comprometida com o futuro.
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