Pedro Soccol: da formação de Medianeira à imprensa regional |
Por: Pedro Soccol
Um dos capítulos mais relevantes dessa história está em Pedro Soccol, irmão do meu bisavô e um dos fundadores de Medianeira, no Oeste do Paraná.
Nascido em 1925, no então distrito de Serafina Corrêa, município de Guaporé (RS), chegou ao Oeste do Paraná em 24 de agosto de 1950, aos 25 anos, para atuar como diretor da Colonizadora Industrial e Agrícola Bento Gonçalves. Participou da implantação, do planejamento e da organização do núcleo urbano que daria origem a Medianeira.
Sua atuação permanece na própria geografia da cidade. Participou do planejamento urbano e da alteração do projeto que incorporou o conhecido traçado em “X”, formado pelas atuais avenidas Pedro Soccol e José Callegari.
Sua contribuição também alcançou a organização comunitária e o desenvolvimento local. Doou terrenos para estruturas como a Igreja Matriz, o então “Colégio das Irmãs” e o Clube União; participou do movimento de emancipação, buscou viabilizar atividade industrial e esteve envolvido na estruturação dos primeiros serviços de saúde.
Pedro Soccol também teve uma relação especial com a imprensa: foi patrono de O Encontro, apontado em registros históricos locais como o primeiro jornal de Medianeira. Sua trajetória, portanto, une formação urbana, desenvolvimento econômico, organização comunitária e imprensa regional.
Em Serafina Corrêa, sua região de origem, também participou do movimento de emancipação municipal e posteriormente recebeu o título de cidadão honorário.
Uma família ligada às instituições
Na mesma família, minha avó materna, Darcy Sobreira Soccol, foi a primeira mulher vereadora de Serafina Corrêa, presidiu a Câmara Municipal e, ao assumir temporariamente o Executivo, tornou-se a primeira mulher a comandar a Prefeitura. Atualmente, o plenário da Câmara leva seu nome.
Meu bisavô, Archimedes Antônio da Silva Almeida, construiu trajetória na advocacia gaúcha, foi conselheiro seccional da OAB/RS, vice-presidente da entidade por dois mandatos e recebeu o reconhecimento de Advogado Emérito pelo Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul.
Meu avô materno, Alfredo Ferreira de Oliveira, o “Carioca”, teve longa trajetória no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, integrou o Conselho Deliberativo e participou de diferentes administrações do clube. Em 2010, foi eleito vice-presidente na chapa liderada por Paulo Odone, mas faleceu antes de assumir o mandato.
Minha mãe, Flávia de Almeida de Oliveira Zanini, mestre e doutora pela PUC-SP, professora, autora e advogada, construiu trajetória acadêmica e profissional no Direito Desportivo e na Justiça Desportiva. Atualmente, preside a Sociedade Brasileira de Direito Desportivo em seu segundo mandato e atua como consultora independente da Cognisynth.
Pelo lado paterno, meu pai, Marcos Soccol, formado em Ciência da Computação, desenvolveu sua carreira principalmente nas áreas de administração, marketing e gestão. Sua formação representa outra referência familiar ligada à tecnologia, aos sistemas e à computação.
Da história familiar à Cognisynth
Esse conjunto ajuda a compreender a convergência presente na minha trajetória: de um lado, Direito, instituições, administração e vida pública; de outro, computação, tecnologia, sistemas e gestão.
Minha formação começou no Direito e incorporou progressivamente governança, tecnologia, processos decisórios e arquitetura institucional. É dessa convergência que surge a Cognisynth.
A pauta, portanto, não precisa ser apresentada como uma retrospectiva familiar que termina em uma empresa de tecnologia. O movimento pode ser inverso: o ponto de partida é uma nova geração, formada no Direito, que desenvolve, a partir do Sul do Brasil, uma companhia voltada à infraestrutura institucional de governos, empresas e organizações complexas.
A história das gerações anteriores entra como contexto, mostrando raízes ligadas à formação de municípios, administração pública, Direito, advocacia, esporte, computação, gestão e construção de instituições.
Uma continuidade institucional em novos tempos
Não se trata de estabelecer equivalência entre participar da formação de uma cidade e desenvolver tecnologia. São épocas, contextos e responsabilidades diferentes.
Existe, porém, uma continuidade temática: gerações anteriores estiveram envolvidas na criação, administração ou funcionamento de estruturas coletivas; a geração atual enfrenta o desafio de organizar autoridade, responsabilidade, decisão, evidência e memória institucional em ambientes digitais.
No passado, isso estava relacionado à formação de cidades, planejamento urbano e instituições físicas. Hoje, também envolve a infraestrutura digital de governos, empresas e organizações complexas.
É nesse ponto que o Cognisynth Control Room se conecta à história.
A plataforma foi concebida para organizar contratos, documentos, responsabilidades, aprovações, decisões e evidências, permitindo reconstruir a trajetória de uma operação ao longo do tempo.
Do interior do Sul para organizações complexas
A Cognisynth não foi concebida exclusivamente para grandes centros. Os problemas que procura enfrentar também aparecem no cotidiano dos municípios do interior: contratos, obras, compras, saúde, saneamento, fornecedores, fiscalização, aprovações, auditoria, execução e prestação de contas.
A intenção é desenvolver interlocuções com administrações, instituições e organizações do interior para compreender esses fluxos e, no momento adequado, avaliar projetos-piloto, cooperações e aplicações.
A mesma arquitetura pode atender empresas com operações complexas, envolvendo contratos, fornecedores, ativos, licenças, engenharia e diferentes níveis de decisão.
A escala muda, mas o desafio fundamental permanece: saber quem podia decidir, com base em qual documento, depois de qual análise, com qual autorização e quais evidências permaneceram registradas.
A conexão com O Tempo
Há uma coincidência especialmente simbólica nessa história: Pedro Soccol, ligado à formação de Medianeira, também foi patrono de O Encontro, apontado como o primeiro jornal da cidade.
Mais de sete décadas depois, essa trajetória volta a encontrar a imprensa regional, agora por meio de uma nova geração e de um projeto tecnológico construído a partir do Sul do Brasil.
Esse pode ser o principal eixo jornalístico: não apenas contar uma história familiar, mas mostrar como diferentes gerações, profissões e contextos produziram novos capítulos de uma mesma relação com instituições e desenvolvimento.
A história começa na formação de cidades, passa pela vida pública, Direito, advocacia, esporte, computação e gestão e chega à construção de uma infraestrutura digital voltada à governança de organizações complexas.
Da formação de municípios à governança digital.
Da memória regional à memória institucional.
Do interior do Sul do Brasil a uma tecnologia voltada para os desafios das organizações contemporâneas.
A proposta não é transformar uma reportagem em apresentação comercial, mas oferecer à equipe de O Tempo elementos para pesquisa e apuração independente. Estão disponíveis fotografias, documentos, registros oficiais, matérias de imprensa, referências públicas, entrevista histórica com Pedro Soccol e materiais relacionados à Cognisynth e ao Control Room.
Caso o enfoque seja considerado de interesse, o acervo pode ser encaminhado organizado por personagem e período histórico, facilitando a pesquisa e a verificação das informações.
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