PLANO 15 TRAÇA PRIORIDADES E NÃO CUMPRE PROMESSA DE HABITAÇÃO
VEREADOR RAFAEL DIZ QUE ZORTEÁ CONSTRUIU MAIS HABITAÇÕES NO ATUAL MANDATO COMPARAR COM OS TRÊS GOVERNOS CONSECUTIVOS DO PMDB DE CAPINZAL
IDOSO APOSENTADO COMO FUNCIONÁRIO PÚBLICO, DESMOTIVADO E DESILUDIDO PRETENDE DEIXAR SUA CIDADE NATAL POR FALTA DE AUXÍLIO HABITACIONAL
O vereador Rafael Dalavequia (DEM), por ser favorável a construção de habitações em Capinzal, lhe chamou a atenção uma manifestação do Executivo através das emissoras de rádios locais, comunicando que estava indo em busca de recursos para a construção de casas populares, porém, ainda não deu entrada sequer um projeto na Câmara Municipal para tais fins. Rafael se informou e sabe que as verbas pretendidas são de origem da esfera federal. “Infelizmente, Capinzal nos últimos dez anos, fez menos casas do que o município de Zortéa executou em apenas dois anos”. Acrescentou mais Rafael, achando ser uma disparidade muito grande e quando o vereador é alvo de cobrança dos cidadãos, os quais são os verdadeiros representantes do povo, então quando é levado o problema ao Executivo, justifica dizendo que as obras de pavimentação asfáltica e calçamento foram escolhidas pelos próprios munícipes nas audiências públicas, inseridas no Orçamento Participativo, levantadas em cada loteamento, bairro, centro e localidades do interior. “Acabam usando desta desculpa como muleta ou bengala, por deixarem de realizar ações para aqueles que precisam da casa própria ou de reforma e melhorias nas residências”, esclareceu o vereador. É claro que os moradores de determinadas ruas, querem ver e necessitam que as vias publicas onde moram sejam pavimentadas, mas muitos que moram em condições sub-humanas em Capinzal, portanto, precisam da participação do Poder Público.
Rafael fez uma cobrança em sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores, pois se é intenção do Executivo construir habitações, então que realmente faça e não fique apenas nas promessas. “Capinzal está muito a desejar em termos de construção de casas populares, já que há mais de dez anos não se tem conhecimento de investimentos em habitações”, desabafou Rafael.
Para o vereador do DEM, até hoje lembra com saudades do tempo dos ex-governantes, nas gestões de Irineu José Maestri (PMDB), Hilton Pedro Paggi (DEM – na época PFL) e de Luiz Carlos Thomazoni (PP), no entanto, nestes últimos dez anos de governo do PMDB ficou a desejar, pois deixaram de se preocupar com a habitação, portanto, só se lembram de visitar as pessoas no período de campanha, porém, para pedir o voto e apoio, no entanto, casa que é bom: nada. Também lembrou que tem cidadão tendo a casa consumida pela ação do cupim, inclusive, outro munícipe da Vila 7 de Julho precisa de algo simples, sendo um banheiro dentro da residência e falta uma ação da unidade sanitária para o resgate da perspectiva de vida dos munícipes.
O que quer Rafael é que a população possa ser bem servida, através de uma parceria a exemplo de outros municípios, visando ajudar quem realmente precisa. Segundo o vereador, todos os projetos bons para o Município a considerada oposição ao governo municipal tem por praxe aprovar, pois a Secretaria de Habitação há pouco tempo foi reativada, porém, só trabalha em cima de reformas e ampliações para aquelas pessoas de baixo poder aquisitivo, num sistema de parceria (mão-de-obra e material de construção), consequentemente, se der entrada na Casa Legislativa alguma intenção habitacional serão os primeiros a encampar e darão apoio para a concretização da ação. O vereador Rafael não tem certeza, mas pelos comentários e dados levantados, o déficit habitacional gira em torno de 300 a 500 unidades, inclusive, a maioria dos funcionários públicos não tem a casa própria e lhes falta o incentivo, os quais acabam ficando numa situação constrangedora. Lembrou muito bem o vereador, que os funcionários públicos são contratados temporariamente, os quais ficam numa situação constrangedora, pois dificulta aderir e assumir parcelas para uma possível construção de certa habitação. Através de uma denúncia feita no mês de setembro de 2010, passa a ser praticamente obrigado fazer a efetivação, apesar dos mesmos não disporem de um salário digno, baixo demais e não tendo garantia de trabalho, fica distante a pretensão de alcançar o sonho da casa própria.
Conforme Rafael não se cansa de cobrar do Executivo uma ação em favor dos munícipes, até porque os funcionários públicos e demais cidadãos passam por dificuldades no pagamento de aluguel e de falta de um lar seu de fato e de direito.
“Fizemos o papel de oposição ao governo municipal, mas sempre fomos e seremos parceiros dos bons projetos para o município e sua gente, inclusive, elogiamos as boas ações e prestações de serviços, mas a questão da habitação é visível ao olhar de qualquer um”, fez uma reflexão Rafael. Prosseguiu o vereador, apesar de Zortéa ser um município de menor porte, faz mais pelos cidadãos comparar com Capinzal, no tocante habitação. “Isto é até vergonho esse comparativo para Capinzal, sendo uma triste e lamentável situação”, finalizou Rafael.
Comprovando o triste fato do déficit e as péssimas condições de moradia, estivemos no Loteamento São Luis, na Rua Alvice Caldart, quando entrevistamos o proprietário do imóvel 157, o Sr. Aristides de Jesus, de 77 anos, viúvo e aposentado. Segundo o Senhor Aristides juntamente com uma de suas filhas procuraram ajuda da Prefeitura, através da Secretaria de Habitação, no entanto, as tentativas foram inúteis, quando justificaram a falta de recursos. A dificuldade do aposentado, pois este para poder sobreviver conta com R$ 408,00 mensais, já que é dependente de medicamentos devido uma questão de saúde, pois quando conseguiu o benefício da previdência deixaram de lhe dar avanço de letra, portanto, se aposentou com um pouco mais de um mínimo, hoje, está defasado no pagamento.
O Senhor Aristides apesar de ter sido aposentado como funcionário público da Prefeitura de Capinzal, onde trabalhou por 23 anos, na Secretaria de Obras, está decepcionado e desanimado, a ponto de querer vender o terreno, já que a casa pouco ou quase nada vale, caso não conseguir a construção de uma nova ou reforma da mesma, pretende ir embora de sua cidade natal, inclusive, citou que teve algumas famílias que trocaram Capinzal por outro município devido à falta de auxilio da Prefeitura. Segundo o Senhor Aristides, há muito tempo espera que a assistente social, porém, perdeu a esperança que a mesma fosse ver a situação da casa, consequentemente, continua fora de um possível plano habitacional.
O entrevistado, Senhor Aristides, nos informou que no mandato do então prefeito Irineu José Maestri (PMDB), conseguiu a casa em que reside até hoje, quando viabilizaram as madeiras de uma habitação desmanchada, no entanto, foi uma mão e tanto ao ex-funcionário público, inclusive, lembrou que o secretário da habitação da época era Jandir Ângelo Coronetti, que também foi vereador. “Naquele tempo não precisava implorar e nem chegar à situação de humilhação de hoje, pois no mencionado período era conversa de homem para homem e a palavra era honrada”, finalizou o Senhor Aristides. Na casa do Senhor Aristides um amigo do mesmo, também ex-funcionário da Prefeitura por 24 anos, consequentemente, tem o mesmo problema, pois sua residência balança quando caminha e as paredes nem pensar em querer encostar devido à fragilidade da madeira. A próxima reportagem será com o amigo de Aristides, também morador do Loteamento São Luis, município de Capinzal, o qual precisa de auxílio do Poder Público, já que sua residência foi construída à base de pinus, sendo um material de pouca durabilidade para tanto, castigada pela ação do tempo.
COMPARATIVOS:
No Governo do PMDB e PDT, Irineu José Maestri e Olriche Fritesch construíram 84 habitações, sendo 54 viabilizadas por Irineu e uma casa por dia edificada na gestão do vice prefeito em exercício respondendo pela Prefeitura, totalizando 30 unidades em um único mês, ainda este teve a autonomia de dar um reajuste salarial aos funcionários públicos.
Governo do então PFL (hoje DEM) e seu vice-prefeito Luiz Carlos Tomazoni (PP), construíram 403 novas casas populares, reformaram e ampliaram 1.809 residências, auxiliaram parte de materiais de construção para 104 cidadãos, parceria Prefeitura e Simae puderam viabilizar 165 banheiros, projetos gratuitos Prefeitura e AMMOC através do Governo do Estado contemplaram 409 famílias com o sonho da casa própria. Totalizaram 2.890 atendimentos através da Secretaria de Habitação de Capinzal, quando o secretário era Enio José Paggi.
Governo de Luiz Carlos Thomazoni (PP) e João Silva De Andrade do então PFL (nova sigla DEM) construíram 541novas casas, ajuda na construção de 294 novos banheiros, construção de 250 novos banheiros, término e ajuda de material de construção de 182 casas populares, em virtude da chuva de granizo em 2008 construíram 138 novas casas e mais 85 banheiros, 78 auxílios com material de construção, Prefeitura e AMMOC 708 projetos gratuitos habitacionais, reforma e ampliação de 3.817 casas. Também era secretário de Habitação, Enio José Paggi, inclusive, ex-vereador.
O total de atendimentos na habitação foram 5.498 dos ex-prefeitos, Paggi e Thomazoni, portanto, caso o PMDB nos seus três governos consecutivos tivesse dado prosseguimento na construção, reforma e ampliação, certamente teriam solucionado ou amenizado o déficit habitacional, até porque no atual governo municipal do PMDB arrecadam aos cofres públicos em torno de R$ 2,7 milhões, sem levar em conta os convênios firmados. Se fez bem mais pela habitação nos mandatos de Irineu (PMDB) e Olriche (PDT), também de Paggi (DEM) e Thomazoni (PP), ainda no período de Thomazoni (PP) e de Andrade (DEM), mediante a pouca arrecadação, do que a gestão administrativa do PMDB em três governos consecutivos com Nilvo e Osvaldir (apesar que os projetos do vice eram excelentes, no entanto, lhe tiraram autonomia para tanto), depois com Nilvo e Leonir, e agora, na liderança de Leonir e Sérgio Helt (ambos do PMDB) nada de oficial se constata em termos de construção de casas populares. O vice Sérgio Helt teve boas intenções quando assumiu o governo municipal, porém, não tinha dotações orçamentárias para fazer uma ação em prol do interesse social, quando este assumiu os destinos do Município.
Vereador Rafael (DEM) na defesa dos interesses sociais individuais e coletivos dos capinzalenses, também no setor de habitação.
A triste realidade das péssimas condições de moradia em Capinzal pode ser visto no Loteamento São Luis, na Rua Alvice Caldart, 157, próximo da Capela da Igreja Católica, onde o Sr. Aristides de Jesus, de 77 anos, viúvo e aposentado espera desanimado por auxílio do Poder Público.
O único patrimônio do Senhor Aristides é o terreno que tem uma casa mista em cima, porém, infelizmente, apesar do pouco ganho ainda paga o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o qual deveria ser isento conforme lei municipal e estatuto do idoso, portanto, orientamos seus direitos e esperamos que realmente venham a isentar o mesmo de mais esse encargo, já que o mesmo sobrevive com apenas R$ 408,00, devido problema plano aposentadoria.
Há tempo teve a ajuda do PMDB, no mandato de Irineu José Maestri, de lá para cá, apesar de ter bom relacionamento e amizade com os líderes peemedebistas, nos três mandatos consecutivos não conseguiu uma ação social para melhorar a sua habitação que pode vir abaixo devido ao malefício que são os cupins que consomem seu patrimônio, sem nada poder fazer no sentido de evitar o prejuízo.
Deixe seu comentário