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TREM CENTENÁRIO VOLTA EM FEVEREIRO AOS TRILHOS DO CONTESTADO

TREM CENTENÁRIO

 

 
Por: Cleide Fátima – Especial São Paulo – SP
 
Depois de virar peça de museu, ser vista apenas como uma romântica lembrança do passado ferroviário, a majestosa Maria Fumaça retorna após cem anos para uma viagem memorável e à pleno vapor. No itinerário, depois da partida triunfal na velha Santa Maria da Boca do Monte, a composição deve passar por Marcelino Ramos, fazer embarque na estação Rio do Peixe e finalmente alcançar Itararé. O mais interessante é que para percorrer os exatos 1403 quilômetros de estrada, a locomotiva leva menos de uma hora. Falando assim, tudo isso mais parece filme e é:
Para fazer deste sonho, uma realidade, entra em cena Memorável Trem de Ferro: Documentário produzido para celebrar o centenário da Ferrovia São Paulo - Rio Grande, com estréia nacional em Fevereiro. A obra cinematográfica promete uma verdadeira viagem no tempo.
O filme que começou a ser rodado em Setembro de 2010, finalmente vai poder ser visto em sessões de cinema e na tv. Previsto inicialmente para estrear em Dezembro, só agora é finalizado. Segundo a produção, mudanças no cronograma de gravações, e até mesmo migrações na tecnologia de edição, alteraram os planos.  
Para os cineastas Ernoy Matielo e Vilmar Sartori, fazer o filme foi uma verdadeira aventura. Começou em Itararé, SP, cidade onde a ferrovia parte de um entroncamento com a Sorocabana. No estado paranaense a equipe gravou em Sengés, Jaguariaíva, Palmeira e União da Vitória. Já em SC, os cineastas tiveram locações em Matos Costa, Calmon, Caçador, Rio das Antas, Pinheiro Preto, Herval d´Oeste, Irani e Piratuba. No Rio Grande do Sul os cineastas estiveram em Marcelino Ramos, Passo Fundo, Santa Bárbara do Sul, Montenegro, Salvador do Sul e a bela Santa Maria.
Cenas como as velhas colônias gaúchas, até então desconhecidas do cinema, a ponte férrea que transpões o rio Uruguai, ligando gaúchos e catarinenses, além de uma viagem centenária entre Piratuba (SC) e Marcelino Ramos (RS), à bordo de uma locomotiva Ten Wheeler de 1922, e o cenário do assalto ao trem pagador em Pinheiro Preto (SC), são algumas das principais emoções desse filme.
São cem anos de uma história que se passa em quatro estados do país, contada em 18 entrevistas. Depoimentos de historiadores com titulação de doutores no assunto, além de ferroviários aposentados e até mesmo colonizadores da região do Contestado. Cada um ao seu jeito, conta Mattielo, contribuiu para a construção dessa teia fragmentada, que agora é um filme.
Já Sartori lembra que essa construção cinematográfica é bem sedimentada: São emoções como as do aposentado Divanzir Rodrigues, ferroviário que chorou ao ver partir o último trem da estação de Itararé, que aguçam nossa sensibilidade, comenta.
O filme rodado em película digital, serve-se do que há de mais moderno em câmeras e softwares de última geração. Um documentário com trilha musical cuja sonoridade é capaz de causar inexplicáveis sensações. Mas segundo os autores muito além da excelência profissional, e investimentos financeiros de ato impacto, nada justificaria tamanha devoção para transformar em filme o pedido de um avô, se não pela memorável história de uma ferrovia centenária, feita de suor, sangue e lágrimas.
     A produção, com sessão de estréia marcada para a sexta-feira, 11 de Fevereiro no Centreventos Piratuba(SC),   também tem exibição marcada em Concórdia, Itararé, Santa Maria, Pinheiro Preto, Irani, Montenegro, Salvador do sul e Joaçaba. O projeto orçado em 200 mil reais, tem como principais patrocinadores a Prefeitura de Piratuba, Secretaria de Turismo de Piratuba – SC, ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, Faculdade Fafit, Hotel Kirt, além de várias outras empresas privadas.
 
Atores João Paulo Dantas, Mikael Henrique e Isabel Monique.
 
 
 
 
 
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