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Fúria humana contra raça canina e sacolas plásticas

Editorial

A sacola plástica, em si, não é um problema, pois sequer ela tem vida para decidir por si própria, porém, os cidadãos pensantes até parecem que são seres irracionais, pois acabam criando leis absurdas e equivocadas. A moda agora são as sacolas ecológicas, do tempo dos bisavôs, justificando o injustificado, ou seja, virou moda dizer e insistir que a sacola plástica agride ao meio ambiente.

Concordamos que as sacolas plásticas realmente acabam parando nas ruas, calçadas, enfim, são visíveis na infraestrutura pública, podendo colaborar por bloquear a rede de escoamento de águas pluviais e provocar cheias e piorar até as enxurradas, dependendo do local que se encontram. Supermercados de grandes e médias cidades foram obrigados por lei não disponibilizar das ditas sacolas plásticas, o que também gera economia, mas no direito do consumidor não podem promover a venda casada e devem por obrigação viabilizar algo para que o consumidor consiga levar as compras.   

Outra lei burra e equivocada é a que proíbe a produção e a importação de cães das raças Pit Bull e Rotweiller. Nenhum cão dessas raças, seja puro ou mestiço, pode se reproduzir em território nacional. Seus donos deverão esterilizá-los, realizar exames veterinários periodicamente e usar focinheiras sempre que circularem com os bichos nas ruas. Quem não seguir as normas estará sujeito a prisão simples com pena de um a seis meses. O projeto, de número 121, é antigo. Data de 1999 e foi colocado em pauta em fevereiro daquele ano pelo então deputado paulista Cunha Bueno. Permaneceu parado até que, há três anos, foi retirado da gaveta e, agora, ressurgiu na Comissão de Constituição e Justiça - CCJ. O relator do projeto, o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), deu um parecer por sua constitucionalidade. Fonte: (Revista Época)

 É bom e necessário o cidadão ter direito e obrigação, mas não pode só exigir obrigação do mesmo, a exemplo da proibição da sacola plástica e das raças de cães, e sim, antes de criar qualquer lei, deveriam ouvir o povo para depois decidir, já que consideram um país democrático.

As autoridades e aqueles que se colocam como liderança, caso fizessem uma campanha de conscientização para educar o povo (na criação e trato das raças de cães, consequentemente, dessem orientações de como reaproveitar e depois dar o destino final correto âs sacolas plásticas), tanto o animal quanto a embalagem não seriam vistas como vilões para a sociedade e ao meio ambiente. Querer é fazer algo acontecer, mas para tanto precisa de vontade política. Navegar é preciso e necessário, mas evoluir é primordial.   

 

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