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Governo força a baixa dos juros, mas nada faz para diminuir os impostos
Editorial
Quem se beneficia dos juros mais baixos? É… o governo tanto insistiu que os juros começaram a cair na economia brasileira. No início, a insistência era velada, com críticas veiculadas na imprensa tanto à taxa Selic, fixada pelo Banco Central e que determina os juros pagos pelo governo para captar recursos e financiar suas atividades, quanto aos altos juros cobrados pelos bancos. Com clara influência sobre as decisões do Banco Central, o governo federal conseguiu que os juros caíssem para 9% ao ano; e, mais recentemente, fez com que os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) diminuíssem os juros também para os clientes do setor bancário. Isso significa que as taxas de juros cobradas em empréstimos, financiamentos (inclusive o imobiliário, como sinalizou a Caixa Econômica recentemente), no cheque especial e em outros produtos bancários. Mas o que isso significa para você? Significa coisas diferentes, se você é um devedor ou um investidor!
A queda nos juros tem um destinatário direto: quem deve. E não, o governo não quer que os devedores tomem juízo. Quer que eles se endividem ainda mais. E, diminuindo os juros, é possível dever mais pagando exatamente a mesma prestação que se pagava antes. Juros mais baixos significam que o devedor pode consumir mais pagando exatamente o mesmo valor que pagaria.
A determinação de que os juros caiam só tem um destino: estimular o devedor a dever mais. Pra quê? Porque mais gente comprando significa que a economia vai girar mais. As empresas vão vender mais e as pessoas vão comprar mais, e o PIB vai ser artificialmente inflado por mais um ano. Isso vai acontecer até que os juros estejam num patamar mais civilizado, quando o governo não terá mais essa ferramente (baixar os juros) a sua disposição. Ao invés de diminuir tributos e estimular as empresas a produzir bens mais baratos, o governo deu o estímulo na outra ponta – a consumidora. O que gera ainda outro efeito para o governo: com mais vendas, ele também vai arrecadar mais. Fábio Portela • 30 de abril de 2012, fonte: O pequeno investidor – o site que ensina a investir.
O Banco Central é soberano, já a Caixa Econômica Federal tem a influência do Governo, porém, o Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista e outras instituições bancárias pertencem a iniciativa privada. Levando em conta a soberania e a influência, não seria uma medida legal mandar na iniciativa privada, mas considerando que contra o poder nem sempre existe resistência, se o Governo Federal vem conseguindo abaixar os juros cobrados pelos bancos, também deve dar exemplo, reduzir a carga tributária do Brasil que é uma das maiores do mundo.
Os impostos no país são um verdadeiro carrapato sugando o sangue das empresas e das indústrias genuinamente brasileiras. A imprensa que serve de porta voz do povo também paga muitos tributos, já as religiões são isentas, no entanto, tem um capital invejável e passaram a dispor de empresas e prestações de serviços, sendo negócios formados através da cobrança de dizimo e de doações diversas (gráficas, jornais, rádios, redes de televisão, salas comerciais e muito mais).
Este é o país da justiça e da injustiça, onde quem pode mais chora menos, ou se preferir, o cidadão vale pelos bens materiais que possui e jamais pela sua personalidade.
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