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Mais um ano se finda
Natal e Ano Novo
Até parece que 365 dias é infinito, mas basta começar o mês de janeiro e quando nos darmos conta se foram as folhinhas do calendário.
Um ano para uns poucos é só alegria, pois são privilegiado financeiramente, podendo eles saírem de férias para curtir as festas de final e início de ano.
Os que trabalham de dia para comer à noite, esses não conseguem viajar e muito menos fazer uma super ceia de natal ou de 1º de ano, pois caso esbanjar na certa irá faltar para o outro dia. O Zé Povão sabe dar valor ao suor derramado, caso não consiga comer um frango assado e recheado e outras guloseimas que só o dinheiro consegue comprar, pelo menos têm otimismo de dias melhores e consegue deitar na cama e descansar a cabeça no travesseiro, enquanto alguns afortunados podem estar sem sono e com a consciência pesada, pois não é só de dinheiro que vivem os seres humanos.
Lamentavelmente, muitas programações televisivas mostram como o povo deve se alimentar, cortando calorias, gorduras e muito mais. Quando os governantes e pessoas competentes na qualidade de orientar em comer bem não tomarem consciência da realidade do povo, não devem falar besteiras levando em conta que é uma missão difícil da maioria das famílias brasileiras fazerem três refeições ao dia.
Para a população o ano não é realizações, levando em conta os inúmeros problemas sociais existentes, sendo para ela a luta pela sobrevivência, isto mediante o mísero salário de fome que não supre as necessidades básicas.
A teoria é bonita e empolgante, inserida na Carta Magna do País, mas na realidade um cidadão não vale pelos seus direitos e obrigações, e sim, pelo que tem em bens materiais e as influências que facilitam em decisões em seu favor e da patota.
Ser povo (aquele que não ganha dinheiro fácil) é estar submetido às injustiças e mais safadezas de certo modo ?legalizadas?.
Certas pessoas de colarinho branco, as quais compram tudo ou quase tudo que querem, sugerem pena de morte e cadeia pesada aos miseráveis, mas esquecem de que o povo já está condenado à morte, pois na maioria dos casos, se o humilde cidadão pretende ter seu direito assistido deve contratar um advogado e esperar pela morosidade da lei. Primeiramente, quem ganha mal e não tem como contratar serviços de terceiros.
As pessoas competentes em governar pela coletividade, devem cumprir com o dever de cidadania e de democracia não somente dos abonados, mas principalmente, dos humildes que precisam de ajuda a todo o instante.
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