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Prefeitura administra Hospital de Brusque

Editorial

 

A Reportagem deste Semanário, tanto na coluna Ligeirinho e também no Editorial, descreveu a importância da Prefeitura de Capinzal em intervir no Hospital Nossa Senhora das Dores ou de uma maneira cabível e aceitável adquirir ou conveniar com o Hospital São José. Para a nossa grata surpresa, numa coletiva o Prefeito de Brusque, em visita à Capinzal, falou de como pode ser feito o procedimento.  

Segundo o prefeito de Brusque, Paulo Eccel o Hospital Azambuja tem 109 anos, sendo o mesmo privado, além de receber recursos do Ministério da Saúde e da Prefeitura de Brusque através do Sistema Único de Saúde (SUS), também presta atendimentos aos planos de saúde. Desde 2009 quanto o PT começou a administrar o município de Brusque, os repasses foram aumentado para o mencionado Hospital, sendo no final do governante que lhe sucedeu o repasse era de R$ 50 mil mensais, agora passou para R$ 400 mil só da Prefeitura, sem contar com o recurso federal, mas, mesmo assim a administração insiste em dizer não conseguir manter a casa hospitalar com tais valores, mas, não buscavam alternativas a não ser a Prefeitura.

Em um determinado momento foram informados pelos veículos de comunicação da cidade, de que o hospital estava fechando, embora tivesse um processo de negociação, o Prefeito foi chamado para uma coletiva, até porque era o único que atende pelo SUS e pronto socorro na cidade e na região.

O Prefeito ao decretar o hospital em Estado de Calamidade Pública em função deste ato requisitou os trabalhadores, os equipamentos, o prédio e no dia seguinte a Prefeitura entreviu no Hospital, afastando o diretor, o administrador, o conselho e foi nomeado um interventor, também uma nova diretoria e um novo conselho. O prazo da intervenção termina no dia 31 de dezembro do corrente ano, pois pretendem fazer o retorno da casa hospitalar para a Mitra administrar, se a mesma garanta a continuidade dessa nova forma de gestão, sendo alinhada com o Ministério da Saúde, moderna, sem ficar na situação cômoda de correr atrás da Prefeitura local, deixando de fazer a sua parte conveniando outras Prefeituras da região.

A iniciativa teve na pesquisa de opinião pública uma aceitação considerável, no nível de aceitação por parte da população, por parte dos serviços hospitalares realizados, sendo comprovado ser o problema de falta de gestão, cada dia se confirma mais a questão.

As nomeações foram feitas pela Administração de Brusque, pessoas da inteira confiança do governo Municipal, sendo a partir do momento de que o interventor passou a fazer a gestão do hospital, também deu início aos trabalhos uma empresa de auditoria levantando a situação que se encontrava o Hospital e vai fazer o acompanhamento até o momento em que a Prefeitura estiver lá prevenindo responsabilidade, apontando onde estavam e estão os possíveis problemas. É a forma que a Prefeitura acompanha o trabalho do administrador, também se faz reuniões quase que semanais (Prefeito e Administrador) sobre as mudanças implantadas.

Eccel disse que o Hospital tinha aparelho mamografia, no entanto, a casa hospitalar não disponibilizada de mais consultas pelo SUS, mesmo a Prefeitura contratando, fazendo com que a cada sábado o Poder Público tivesse de transportar com duas a três Vans munícipes para Jaraguá do Sul, distante a cerca de 120 quilômetros. O que não justifica, pois o mencionado hospital tem o aparelho de mamografia, agora na nova gestão é feito em Brusque, pois a ação incrementou a arrecadação do hospital, pois era um dinheiro que ia para fora da cidade, pois a mencionada casa hospitalar faz este e pode fazer muitos outros exames.

Segundo o prefeito Eccel, tudo isso reforça a tese de que o principal problema daquele hospital e também da maior parte das casas hospitalares é uma questão de gestão. Então o Prefeito faz uma cobrança muito forte ao Governo do Estado, no sentido de ajudar na manutenção do hospital, porque boa parte das casas hospitalares é bancada pelo Município e Governo Federal, já o Governo do Estado dificilmente comparece para fazer essa ação de manter e ampliar os serviços prestados.

 

Esse é um bom exemplo a ser seguido, dado pelo Prefeito de Brusque e de outros Municípios, pois o que não dá para aceitar são os governos e o povo contribuírem financeiramente e nunca as casas hospitalares estão satisfeitas com a ajuda, então, talvez deva ter problema de gestão. E se tem problema de gestão, que seja decretado Estado de Calamidade Pública para poder sanar possíveis problemas e melhorar a prestação de serviços de saúde pública.

 

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