por Antonio Carlos “Bolinha” Pereira
Atendendo Edital de Convocação datado de 14 de janeiro do corrente ano, A SCAJHO, Sociedade de Cultura Artística de Joaçaba e Herval d’Oeste, órgão mantenedor do TEATRO ALFREDO SIGWALT, realizou Assembleia Geral Ordinária para apresentação do Relatório de Atividades (espécie de prestação de contas do que foi desenvolvido no período de 2024 a 2026); apresentação, discussão e aprovação do Balanço de Resultado Econômico e parecer do Conselho Fiscal, após o que foi realizada a eleição da nova Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e das Diretorias de Áreas, todas elas compostas por voluntários que responderão pelos destinos da Entidade nos próximos dois anos.
A exemplo dos anos anteriores tudo transcorreu normalmente em segunda convocação e a posse está marcada para o dia 30 de março.
PRESIDENTE BENEMÉRITA: Anna Lindner von Pichler
PRESIDENTE: Luiz Neri Karloh
1° VICE-PRESIDENTE: Marilena Zanoello Detoni
1ª SECRETÁRIA: Caroline Reese Pereira Kornelius
1° TESOUREIRO: Eduardo Freiberger
2° TESOUREIRO: Carlos Rogério Pohl
O CONSELHO FISCAL é formado por Ivo Dallanora, Valdir Patzlaff e Wilson Antonio Cecconello, sendo SUPLENTES Dom Frei Mário Marquez, Admar Benito Mena Barreto e Yuri Reis Godoy
DIRETORIA DE PROMOÇÃO E EVENTOS: Luciana Reese Pereira Tesser e Antonio Carlos Pereira
DIRETORIA SOCIAL: Sérgio Eliziário Fabrin de Carli e Moacir Oscar Michaut
DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO: Matheus Fernando Barbieri e Alessandra Zilio
DIRETORIA DE PATRIMÔNIO: Jonas Antonio Molin, Jaison Strapassola e Marco Aurelio Bissani
DIRETORIA JURÍDICA: Neiron Luiz de Carvalho e Ricardo José Nodari
DIRETORIA LITERÁRIA: Anna Lindner von Pichler, Jaime Teles e Rôse Maria Makowski
COORDENAÇÃO GERAL: Leda Silva Kerber
DIRETOR DE MÚSICA: Avrum Kotliarenko
DIRETORA DE CANTO: Ruth Kratochvil
DIRETORA DE TEATRO: Maria Odete Bilibio de Campos
DIRETOR DE CINEMA: Vilmar Miguel Sartori
ORADORES: Antonio Carlos Pereira e Jaime Teles
Agora um pouco de história, pois a coisa é um pouco mais antiga. Fundada em 3 de fevereiro de 1942, naquela época com o nome de “Sociedade ‘Cultura Musical de Cruzeiro e Erval” (os antigos nomes de Joaçaba e Herval d’Oeste), teve como primeira Diretoria: Vidal Pereira Alves no cargo de Presidente, Mário Garcia como Secretário, Angelo Gabriel Pedrini Tesoureiro e José Chillemi como Diretor de Música.
O processo inicial da SCAJHO deu-se assim por migrantes alemães, poloneses, italianos, austríacos - entre outros, compreendendo diferentes etnias/nacionalidades, situados no Meio-Oeste Catarinense, mais propriamente aqueles possuidores de invejáveis qualidades artísticas e culturais, que começaram formando grupos de músicos, corais, em especial bandinhas. Em seu meio, havia maestros qualificados que faziam seus ensaios e apresentações, mantendo suas tradições.
A finalidade da sociedade era a criação de uma escola de música para a formação de novos instrumentistas, pois os que estavam em atividade eram na maioria europeus e, com o passar dos anos, certamente haveria necessidade de renovação na cultura musical. O Sr. Vidal e o maestro Chillemi ensinavam aos interessados a leitura de partituras e a tocar alguns instrumentos de sopro (bombardino, trompas, trombone e clarinete) e outros de percussão (caixa, prato, bumbo e tarol). Adquirido o instrumental necessário e após alguns meses de preparo, a Banda entrou em atividade tomando parte, daí em diante, de todas as festas populares, cívicas, etc. realizadas na cidade.
Retomando o rumo: O movimento artístico conhecido pela sigla SCAJHO teve início no ano de 1952, com a vinda do Sr. Alfredo Rudolfo Sigwalt a Joaçaba. Em poucos anos a SCAJHO evoluiu de tal forma que projetou a cidade como “Capital Cultural Artística do Planalto e Oeste Catarinense”. Durante anos, a cidade de Joaçaba permaneceu como referência do mais alto nível cultural da região por desenvolver manifestações ligadas ao bel canto, dança, teatro, poesia, ballet e por sua conceituada orquestra de concertos, com seus solistas vocais, grupo cênico de cantores e coral misto.
Não seria exagero afirmar que um dos sonhos do nosso saudoso Maestro Alfredo Sigwalt já é realidade com o teatro sendo ocupado diariamente por crianças, jovens, adultos e idosos, na busca do aprendizado das artes, em suas diferentes formas e modalidades.
A construção do Teatro iniciou na segunda metade da década de 1970, ficando a obra inacabada por muitos anos. Em agosto de 2001 o Prefeito de Joaçaba Armindo Haro Neto nomeou a Comissão de Gestão para a elaboração do Projeto ICMS/SCAJHO junto à Fundação Catarinense de Cultura, composta por sete membros: Anna Lindner von Pichler, Marilena Zanoello Detoni, Jaire Formighieri de Almeida, Clovis Girardello, Jaison Strapassola, Jonas Antonio Molin e Marco Aurélio Bissani.
Uma vez empossada, a Comissão elaborou um projeto e foi em busca de recursos para a conclusão do teatro. O trabalho sério da comissão conquistou a confiança e motivou a ajuda de empresários da cidade e até da diretoria do Banco Bradesco. Em meados de dezembro de 2002, o governador do Estado, sr. Esperidião Amin (que concluía seu mandato), repassou uma verba que possibilitou partirmos para a conclusão da obra. E o governador Luiz Henrique da Silveira, que o sucedeu em 2003, deu o impulso final e naquele memorável 30 de agosto de 2023 ele esteve presente na inauguração.
As atividades culturais que a SCAJHO estimula e desenvolve são voltadas ao ensino das artes, ministradas nos espaços internos do Teatro, disponibilizadas sem nenhum tipo de cobrança aos alunos ou seus responsáveis. A professora Ane Prando, responsável pela coordenação das Oficinas de Arte anualmente coordena, planeja e estrutura as modalidades oferecidas, e confirma que as oficinas são frequentadas por centenas de alunos, em sua maioria residentes no município de Joaçaba e Herval d’Oeste, e até de de outros municípios circunvizinhos.
Os gastos com professores são custeados por projetos aprovados pelos governos federal e estadual, cujos valores são captados junto a empresas parceiras e instrutores voluntários engrandecem a causa da SCAJHO com seus conhecimentos e técnicas, além de parceria firmada com as prefeituras de Joaçaba e Herval d’Oeste, devidamente autorizadas pelas respectivas Câmaras de Vereadores, pois a SCAJHO foi declarada e considerada de “utilidade pública” em níveis estadual e municipal.
Desde então, muitas atrações passaram por ali, algumas de nível nacional e até internacional. Mas eu acredito que o Teatro justifica plenamente a sua existência quando ocupam o palco da nossa “Casa de Emoções” (no dizer do poeta Jaime Telles) os “nossos” artistas, gente daqui e da Região, sejam eles alunos das diversas oficinas ou em apresentações das mais variadas. Por meio de parcerias e projetos, o Teatro de Joaçaba vem oferecendo oficinas de arte para centenas de alunos gratuitamente, há mais de 20 anos.
O arquiteto Arthur Roberto Peruzzo desenvolveu o projeto em formato de piano e descreve como foi: “O arquiteto mergulha fundo em desafios como este.... Um Teatro. Estuda-o para entendê-lo! Associa o programa físico, para implantar o conjunto ao terreno, organizando as funções! Eis que, ao fim e ao cabo, temos um conjunto harmônico, onde arte e construção resultem perfeitamente funcionais! Há algo claro e indiscutível, aqui: projetos assim demandarão, sempre, participação intensa, decisiva e conjunta, de toda a sociedade, de todas as pessoas. Entender a ideia, adotá-la e comprometer-se com a sua realização – para vê-la acontecer!”
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