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Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente

Comissão vai certificar bons exemplos na atuação com crianças e adolescentes

A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente promove, na próxima quinta-feira (10), o 2º Seminário Estadual de Práticas Exitosas. Durante o evento serão certificadas entidades e personalidades com atuação de referência na área da infância e da adolescência, que executam projetos, programas ou serviços de relevância nas áreas de assistência social, educação, saúde e sistema de justiça.

"O seminário se propõe a trazer as melhores práticas dos conselhos, dos juízes, dos promotores, das entidades que fazem parte dessa grande rede de proteção à infância e à adolescência em Santa Catarina para que eles possam falar entre si e trocar ideias. Mas, sobretudo, para que a Assembleia Legislativa possa abraçar essas pessoas, parabenizar e exaltar esse grande trabalho que vem sendo feito, muitas vezes de maneira anônima", explicou o deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que preside a comissão.

Uma das iniciativas que serão certificadas é o projeto Cidades Invisíveis (CI's), desenvolvido na comunidade Frei Damião, município de Palhoça, na Grande Florianópolis. O idealizador do CI's, Samuel Schmidt, define a iniciativa como uma marca; um projeto; um negócio social. O princípio norteador das ações é promover o empoderamento, por meio de programas sociais que ajudem as pessoas beneficiadas a crescer com independência.

O projeto Cidades Invisíveis surgiu há cinco anos a partir de uma experiência de Samuel Schmidt em comunidades carentes. "Eu descobri que essas comunidades têm outro cheiro, que as pessoas dormiam em outra cama e comiam outra comida. Eu quis dar visibilidade a essa realidade", conta. Com fotografias que produziu na comunidade de Vila Aparecida, região continental de Florianópolis, ele passou a estampar camisetas e a vendê-las para arrecadar recursos. No princípio, foram ações pontuais e assistencialistas. "A família do primeiro menino que virou personagem de uma camiseta precisava de dois colchões e de cestas básicas", exemplificou.

A família dos recicladores Luciana Rodrigues dos Santos e Flávio Soares também recebeu apoio de Samuel naquele período. Uma camiseta estampada com a foto do filho mais velho, Giovan, possibilitou auxiliar o casal, que hoje tem cinco crianças. "Ele fotografou o nosso filho e depois procurou a família para que a gente assinasse a autorização da imagem. Ele sempre traz presente nos aniversários", contou Luciana. Com a renda da camiseta, a família ganhou um televisor e cesta básica.

Aos poucos, o projeto amadureceu e evoluiu. "Ajudar as pessoas a suprir necessidades é importante, mas não muda a realidade delas, por isso acredito no empoderamento das pessoas", explicou o idealizador, que hoje conta com uma rede fixa de 60 voluntários, mas já envolveu mais de mil pessoas nas iniciativas. Cultura e arte são alguns instrumentos utilizados pelo projeto, que também foca em empreendedorismo, cidadania e moradia social. Boa parte da renda para executar as ações vem dos produtos desenvolvidos nesse negócio social - camisetas e acessórios - que são vendidos pela internet e em grandes eventos.

Cultura e cidadania - Um dos projetos desenvolvidos pelo Cidades Invisíveis é o "Kombi cultural", que se propõe a promover a inserção cultural de comunidades carentes de Florianópolis em três linguagens: fotografia, literatura e cinema. O projeto realiza oficinas e estimula a leitura, a reflexão crítica e a criatividade. Outra frente de atuação se chama "Saúde para Elas". Com o apoio de profissionais de ginecologia e obstetrícia, o projeto leva conhecimento e saúde para mulheres em situação de risco, abordando assuntos como doenças sexualmente transmissíveis (DST) e métodos contraceptivos.

Para conhecer mais, acesse o http://www.projetocidadesinvisiveis.com.br/home/default.aspx

https://youtu.be/gQM89bFo6Mc

 

Luciana Rodrigues dos Santos e Flávio Soares, recicladores.

FOTO: Luis Debiasi/Agência AL - 07/11/2016.

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