logo RCN
O TEMPO jornal de fato

“Deus”: uma imaginação verdadeira?

Prof. Evandro Ricardo Guindani Universidade Federal do Pampa - Unipampa


Historicamente , ideranças religiosas tentam de toda forma argumentar que existe um único “Deus”, e cada uma tenta impor que o “seu deus” é o “deus verdadeiro e universal”. Falando do cristianismo por exemplo, defendem que esse “deus” está revelado na Bíblia e adotam esse livro como algo divino e imutável, verdade absoluta.

Como já disse em outros artigos, “deus” é o conceito mais abstrato e indefinido que existe, ao mesmo tempo que ele é tudo, não pode ser enquadrado em nenhum conceito. Aquilo que é tudo, tambem pode ser nada ao mesmo tempo. Por outro lado, se você utilizar um determinado livro sagrado para definir “deus”, aí sim ele tem uma definição clara, por exemplo, para o judaísmo e cristianismo, esse “deus” é aquele que criou o mundo e tudo o que nele existe.

Enfim, quando se busca a verdade sobre o mundo para além da morte ou antes do nascimento, a tentativa é frustrante, não há nada mais do que construções de ideias. Ideias baseadas em textos escritos por outros, no passado, que outros, no tempo presente, acreditam ser verdade. E aí entra o papel da subjetividade da crença. Acreditar em algo, é um ato de confiança e não de certeza. São coisas diferentes. Quando você diz ter fé em um “deus”, você assume que tem certeza naquilo que está confiando. Porém, se você confia, você nao tem certeza, você apenas tem certeza que aposta tudo naquilo que está acreditando. E aí vem o fervor daqueles que oram e rezam, choram e se emocionam, afirmando que encontraram “deus”. Não tem nada a ver com “deus”. O que estão vivenciando é a experiência individual da confiança em algo superior, e isso pode produzir efeitos físicos e emocionais como o êxtase, um estado de euforia e prazer intenso, tudo explicado cientificamente. Cada religião, crença, igreja, livro sagrado, darão diferentes nomes para essa experiência individual, e isso é o que agrupa algumas pessoas numa mesma religião, ou seja, as pessoas se unem em torno das explicações para aquilo que ocorre na sua experiência individual, nada mais do que isso.

É comum você assistir encontros religiosos onde centenas e milhares de pessoas choram, gritam, dançam ouvindo canções com olhos fechados dentro de um mesmo espaço. Cada um tendo sua experiência, que pode ser um êxtase ou apenas um ato de liberação de raiva, medo, insegurança, tristeza, angústia e esperança. O discurso que essas pessoas ouvem e acreditam, é o que vai dar nome a essa experiência que estao vivenciando. Por exemplo, se o lider religioso que está no altar ou no palco estiver pregando que “deus” está ali presente, ele conduz a imaginação individual para um lugar comum. Se a pessoa confiar que este lider religioso representa uma divindade, o processo de imaginação assume em seu interior, ilusoriamente, um caráter de verdade. E se outros também acreditam, esse processo é mais rápido e eficaz sobre a mente. Sua mente constroi uma imaginação que você acredita ser verdadeira, chamada de “Deus”.


O TEMPO jornal de fato desde 1989: 

https://chat.whatsapp.com/IENksRuv8qeLrmSgDRT5lQ

https://www.facebook.com/aldo.azevedo.5/

https://www.facebook.com/otempojornaldefato/

O Tempo de fato (@otempojornalfato) - Instagram

https://www.youtube.com/@otempojornaldefato

“Deus”: uma imaginação verdadeira? Anterior

“Deus”: uma imaginação verdadeira?

Secretaria de Obras finaliza recuperação da estrada da Lebrinha Próximo

Secretaria de Obras finaliza recuperação da estrada da Lebrinha

Deixe seu comentário