GRUPO RENASCER 20 ANOS DE FUNDAÇÃO
DATA É COMEMORADA COM TRABALHO VOLUNTÁRIO DE PREVENÇÃO CONTRA O ALCOOLISMO
O Grupo Renascer – Alcoólicos Anônimos (AA) realizou uma manifestação em comemoração alusiva aos 20 anos da entidade em Capinzal e Ouro, ocorrido no Calçadão, cidade de Capinzal, sábado, 12 de março, porém, a data de fundação é comemorado no dia seguinte, domingo, dia 13, sendo 18 anos de plena atividade.
O coordenador do AA, Neury Clóvis Petry, juntamente com integrantes da irmandade, estiveram no calçadão no período da manhã alertando para o perigo se aderir ao vício das bebidas alcoólicas, para tanto, colocaram banners, quadros e entregaram panfletos de conscientização sobre o problema do alcoolismo e de outras drogas.
Segundo Petry o alcoolismo é uma doença, não tem cura, mas existe certa estabilidade, porém, é preciso saber evitar o primeiro gole durante as 24 horas de cada dia.
Os alcoólicos em recuperação deixaram de lado a folga de trabalho e se dispuseram em prestar serviços de informação e de alertar os cidadãos para que fiquem longe do malefício que pode ser as bebidas alcoólicas.
As reuniões do AA São realizadas todas as quartas-feiras e nos sábados, das 20 às 22h, numa sala anexa no Seminário Nossa Senhora dos Navegantes, no município de Ouro, pois se alguém quer parar de beber, dentro de um bar não consegue, mas no Grupo Renascer é possível, sendo demonstrado aproximadamente 180 integrantes do AA.
Um dos sonhos do AA é construir a sua sede própria, para tanto, há dois anos constituíram uma comissão para tentar colocar em prática a pretensão.
Conforme Petry não existe o beber social, pois se ela coloca na mente que bebe socialmente, ela em si mente para si próprio, portando a persistência é uma virtude. Um tratamento em clínica para deixar de beber, tem um custo em torno de seis mil reais, portanto, é uma despesa para os governos, seja ele municipal, estadual ou federal.
Conforme Petry está completando 20 anos de sobriedade, portanto, para tudo se acha tempo, inclusive, trabalhava e bebia, hoje, pega o tempo disponível para ajudar as pessoas na dependência alcoólica.
“No passado perdi a identidade física e moral, mas agora recuperei a imagem e passei a prestar serviços sociais voluntário e continuo realizando trabalho profissional como policial civil responsável pela Delegacia de Polícia de Ouro”, finalizou o atuante Petry.
Para servir de reflexão, principalmente, para certos jovens que estão bebendo cada dia mais e mais:
DRAMA DE UM APAIXONADO – Quando a conheci tinha 16 anos, ela não sei, fomos apresentados numa festa por um carinha que dizia ser meu amigo. Foi amor a primeira vista, ela me enlouquecia. Nosso amor chegou a um ponto que eu não conseguia mais viver sem ela. Mas era um amor proibido, meus pais, não aceitavam. Fui repreendido na escola e passamos a nos encontrar escondidos, até que não deu mais. Fiquei louco, eu a queria, mas não a tinha. Eu não podia permitir que nos afastassem, eu a amava demais para viver sem ela. Bati o carro, quebrei tudo dentro de casa e quase matei minha irmã, estava louco precisando dela. Hoje tenho 39 anos, estou internado num hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, pelos meus amigos e até mesmo por ela. Seu nome: Álcool e seu apelido: Cachaça.
Um trabalho voluntário em favor da sociedade capinzalense e ourense, livre da dependência alcoólica.
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