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Desde 2017, a Administração Municipal estuda um planejamento para criar soluções e transformar a sociedade mais consciente nas questões ambientais.
Campos Novos está prestes a dar mais um passo rumo a uma cidade cada vez mais sustentável. Desde 2017, a Administração Municipal estuda um planejamento para criar soluções e transformar a sociedade mais consciente nas questões ambientais. Um dos problemas enfrentados se refere ao lixo, de acordo com os dados do planejamento, em 2018, o Município pagou mais de R$ 2 milhões e 700 mil para a empresa contratada em recolher e enviar ao aterro sanitário, sendo que o recurso arrecadado para este fim, na taxa cobrada junto ao IPTU foi de aproximadamente R$ 800 mil. A diferença deste valor foi paga com recursos próprios, dinheiro que poderia ser investido em saúde, educação, obras, entre outros setores.
Há mais de um ano, a Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, Fundação Municipal do Meio Ambiente - Fundema e a Amplasc, firmaram uma parceira, transformando as ideias, em um projeto amplo. "Falar de sustentabilidade é falar sobre o futuro. Que sociedade queremos deixar para nossos filhos e netos? O nosso projeto é amplo, e não envolve apenas a coleta seletiva, mas a destinação correta dos resíduos. Quando tratamos de sustentabilidade, falamos da iluminação de LED, uma lâmpada que gera uma diminuição na necessidade de geração de energia elétrica, reduzindo os impactos ambientais desse processo e gerando mais economia ao município, a mobilidade urbana, com a revitalização de avenidas e ruas, e claro, a destinação correta dos resíduos, sendo que a Prefeitura Municipal disponibilizou desde o início de 2019, um terreno licenciado junto a Secretaria de Obras para o descarte de resíduos volumosos e de podas, como por exemplo, restos de construção e outros inservíveis", explicou o Secretário de Planejamento e Coordenação Geral, Vilmar Antônio Ferrão Júnior.
O projeto iniciou com a coleta de papel na própria prefeitura e prédios públicos do município, onde a coleta é feita semanalmente e o material é destinado aos agentes ambientais, eles recolhem os materiais e vendem para a empresa coletora.
O próximo passo é a destinação do lixo orgânico, que é um lixo mais volumoso e mais pesado e proporcionará economia ao município. Prevista para inaugurar no final de fevereiro, a Central de Compostagem da Prefeitura de Campos Novos será um divisor de águas para o projeto. A central irá funcionar no Loteamento Faedo, local que por anos foi utilizado como lixão clandestino. Para esta obra foram investidos R$ 218,8 mil, com uma área de 504m², a obra contempla um barracão, composteiras, área para lavação, almoxarifado, escritório, copa e banheiros.
"Da compostagem vamos transformar os resíduos em adubo e nossa intenção é mudar o horto municipal para lá e implantar uma horta comunitária, com distribuição de mudas e adubo a comunidade de forma gratuita", comentou Ferrão.
O secretário informou que uma reunião com empresários de restaurantes, supermercados, padarias, floriculturas e hotéis foi realizada em novembro de 2019, com objetivo de sensibilizar para a separação dos resíduos orgânicos nos estabelecimentos, onde há maior fluxo de geração desse tipo de resíduo. Outra ação em andamento é a aquisição de 500 galões de 50 litros para disponibilizar aos estabelecimentos comerciais, condomínios e pontos estratégicos nos bairros para a coleta dos restos orgânicos. "Estamos trabalhando na rota e na frequência de coleta a partir da disponibilização dos galões vedados. Os galões cheios serão recolhidos e trocados por galões limpos, sendo que a empresa que aderir, vai ganhar um selo de sustentabilidade", explicou.
A partir do funcionamento da Central, inicialmente, os resíduos das residências poderão ser entregues de forma voluntária na própria Central ou num dos tonéis que serão instalados nos pontos ainda a definir. Outro aspecto do projeto é envolver alunos da rede pública municipal, com oficinas para ensinar a fazer composteiras caseiras e a separação correta em casa.
Outro ponto que gera dúvidas quanto a compostagem, de acordo com o secretário, se refere ao mau cheiro dos resíduos. "A técnica que transforma restos de comida em adubo, gera questionamentos quanto à geração do mau cheiro. Contudo, se realizarmos os procedimentos de maneira correta, utilizando materiais secos (folhas secas e serragem) e materiais úmidos (restos de verduras, legumes, frutas, etc) não é para gerar mau cheiro. Além disso, o sistema adotado em Campos Novos e a instalação de uma cortina verde para isolar a central, serão para evitar esse desconforto aos vizinhos", ressaltou.
Colaboração: Francieli Parenti e Débora Tibes
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